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Adísia Sá

Adísia Sá

Ícone da Imprensa Brasileira, faz parte da Academia dos Imortais da Comunicação da Intercom. Foi a primeira mulher a adotar a profissão no Ceará, em 1955. Batalhou pela criação do Curso de Jornalismo da UFC e é ombudsman emérita do jornal e da rádio O Povo.

Maria Adísia Barros de Sá nasceu em Cariré (CE), no dia 7 de novembro de 1929. Tornou-se bacharel em Filosofia Pura pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará, em 1954, e licenciou-se pela Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Ceará (UFC/CE), em 1962. Doutorou-se em 1976, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe/PE).
 
Iniciou a carreira jornalística escrevendo a coluna O Julgamento de Eva em O Estado (CE), que tratava de Política e temas da época. Escreveu, depois, uma coluna sobre Educação e vida universitária para o jornal Gazeta de Notícias (CE), como representante do Centro Acadêmico da Faculdade Católica de Filosofia. Profissionalizou-se em 1955. Recém-formada, fez um teste e foi aprovada para ocupar vaga aberta na Gazeta. Tornou-se, assim, a primeira mulher a integrar a redação de um jornal no Estado, bem como a primeira repórter policial feminina. Deixou o jornal em 1970.
 
Trabalhou também nos jornais O Unitário, entre 1970 e 1972; O Estado – onde ocupou a direção da publicação, após o atentado a Venelouis Xavier Pereira (?-1996), durante a ditadura militar –, de 1972 a 1976; O Dia (CE) e O Povo (CE), este desde 1984, escrevendo sobre Educação. Ajudou a fundar a Revista de Comunicação Social (CE), como consequência de suas atividades acadêmicas. Em O Povo, tornou-se, em 1994, a primeira mulher a exercer a função de ombudsman na imprensa nordestina, cargo a que retornaria em 1997 e 2000, passando depois a ser considerada ombudsman emérita da publicação. Mantém uma coluna semanal em O Estado e O Povo, onde também é membro do Conselho Editorial.
 
Também foi diretora-executiva, de 1992 a 1993, e ombudsman na rádio O Povo/CBN AM (CE), nos anos 1998 e 1999, onde estreou em 1984 e ainda faz comentários diários. E estendeu a carreira para a televisão, começando por apresentar o programa semanal Vida Universitária na TV Ceará (CE). Posteriormente, trabalhou como comentarista na TV Jangadeiro (CE), de 1990 a 1991; na TV Com (CE), de 1996 a 1997; na TV Manchete (CE), em 1998; e na TV Fortaleza (CE), onde ainda exerce a função.
 
Engajada, foi a primeira mulher sindicalizada no Ceará, em 16 de maio de 1956. Ocupou diversos cargos de direção em entidades de classe, como na Associação Cearense de Imprensa (ACI), no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará (Sindjorce), no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão dos Agenciadores e Trabalhadores em Empresas de Publicidade do Estado do Ceará e na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), onde foi representante da entidade junto à Confederação dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade (Contcop) e membro da Comunicação Nacional de Ética e Liberdade de Imprensa. Participou da fundação do Instituto Cultural Brasil União Soviética, em 1982; foi a primeira presidente da seção cearense da Associação Brasileira de Ouvidores; ocupou a Vice-Presidência da Regional Nordeste da Associação Brasileira de Ouvidores; e fez parte do Conselho Editorial da Summus Editorial.
 
Tornou-se professora de Metafísica em 1969, permanecendo como docente até 1984 na UFC e na Universidade Estadual do Ceará (Uece), quando aposentou-se. Paralelamente, foi membro fundadora e professora assistente no curso de Jornalismo da UFC, em 1966, e professora titular no curso de Comunicação Social do Departamento de Comunicação Social e Biblioteconomia da mesma instituição. Deu aulas também na Universidade de Fortaleza (Unifor/CE), entre 1973 e 1976, e foi professora de Comunicação Social na Academia da Polícia Militar General Edgard Faço. Coordenou o 2° Congresso Brasileiro de Ensino e Pesquisa em Comunicação, realizado em Fortaleza em 1973.
 
Publicou diversos livros nas áreas de Filosofia, Comunicação e Literatura: Metafísica Para Quê? (IuUfc, 1971), Fenômeno Metafísico (IuUfc, 1973), Introdução à Filosofia (IuUfc, 1975), Vanguarda: Produto de Comunicação (Vozes, 1977), Ensino de Jornalismo no Ceará (IuUfc, 1979), Biografia de Um Sindicato (UFC, 1981), O Jornalista Brasileiro (Fundação Demócrito Rocha, 1985), Comunicação é o Homem (Fundação Demócrito Rocha, 1986), Capitu Conta Capitu (ABC, 1992), Clube dos Ingênuos: Um relato de três anos como ombudsman do O Povo (Fundação Demócrito Rocha, 1998) e Traços de União (Fundação Demócrito Rocha, 1999). Com Fátima Vilanova e Roberto Maciel, lançou Ombudsmen/Ouvidores: Transparência, Mediação e Cidadania (Fundação Demócrito Rocha, 2004), e, com Cleto Pontes, Três Mulheres no Divã de Freud (Armazém da Cultura, 2009) e Em Busca de Iracema (Armazém da Cultura, 2012). Organizou os livros Ensino de Filosofia no Ceará (IuUfc, 1972) e Fundamentos Científicos da Comunicação (Vozes, 1972), este com Expedito Teles e Marcondes Rosa. É autora do capítulo Geração Renovadora – Jornalismo: Filosofia e Ética do livro Teoria da Comunicação: Antologia de Pensadores Brasileiros (Intercom, 2010), organizado por Maria Cristina Gobbi.
 
Recebeu, em 1993, o título de Cidadã de Fortaleza; em 1995, o de Cidadã de Maranguape (CE), e, em 2002, o de Cidadã de Mossoró (RN). Ganhou o Prêmio Estado do Ceará 1983, na categoria Ensaios e Estudos Científicos. Em 2004, as Faculdades do Nordeste (Fanor) instalaram a Cátedra Adísia Sá de Jornalismo, a primeira do Ceará sobre o tema. Foi homenageada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) com o Prêmio Luiz Beltrão: Maturidade Acadêmica 2006, promovido pela Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional-Brasil, e recebida na Academia dos Imortais da Comunicação.
 
Em 2009, o jornal O Estado e o Instituto Venelouis Xavier Pereira criaram o Concurso Cultural Adísia de Sá de Jornalismo, destinado a incentivar a criatividade e o talento dos estudantes das faculdades de Jornalismo cearenses. No jubileu de sua carreira, foi publicado o livro Adísia Sá: Uma biografia (Omni, 2005), de autoria de Luíza Helena Amorim. Por suas contribuições à sociedade cearense, recebeu do Governo do Ceará, em 2013, a Medalha da Abolição, a maior comenda do Estado. Ainda em 2013, tomou posse da presidência da Associação Cearense de Imprensa (triênio 2013/2016), após ser eleita por unanimidade pelos associados. Atualmente é conselheira da ACI.
 
Foi homenageada na abertura do II Encontro das Ouvidorias do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, realizado em setembro de 2016 na cidade de Fortaleza, em reconhecimento à sua atuação pioneira em Ouvidorias em terras cearenses..
 
 
Atualizado em setembro de 2016
 
Fontes:

Fiat_Institucional
Arama
Curso para Jornalistas
Newswire
OPN Eventos
MT Viagens
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