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Álvaro de Moya

Álvaro de Moya

Jornalista, cartunista, cineasta e produtor de programas de rádio e televisão, foi ainda professor universitário. Está na frente de batalha pelo reconhecimento das Histórias em Quadrinhos como arte e meio de comunicação

Álvaro de Moya nasceu em 1930, em São Paulo (SP).

Decidiu ser roteirista e desenhista de histórias em quadrinhos quando ainda nem sabia ler, admirando as imagens do Suplemento Juvenil e das revistas compradas por seu irmão mais velho. Gostava principalmente do Flash Gordon, de Alex Raymond.

Fez centenas de desenhos para livros infantis e, posteriormente, inúmeros storyboards para programas de tevê – foi o responsável pelos desenhos dos letreiros do programa de inauguração da TV Tupi, em setembro de 1950. Foi desenhista fantasma de Walt Disney ainda no começo da Editora Abril, em 1952, fazendo parte da equipe treinada pelo desenhista argentino Luiz Destuet. Destacou-se nas pranchetas com a versão em quadrinhos do romance A Marcha, de Afonso Schimidt, com uma história sobre Zumbi, Rei dos Palmares e com o roteiro e o lápis de uma versão de Macbeth, de William Shakespeare, artefinalizada por Jayme Cortez (1926-1987).

Foi para os Estados Unidos, em 1958, trabalhar durante oito meses na CBS-TV como estagiário e aprendiz, aprendendo funções que iria desempenhar, depois, na TV Paulista (SP, hoje TV Globo), onde foi assistente do diretor-geral Dermival Costalima. Em 1960, transferiu-se para a TV Excelsior (SP), onde foi diretor de tevê e artístico, e criou conceitos e estruturas que seriam adotados pelas demais emissoras, como a grade de programação. Fez parte da equipe que inaugurou a TV Bandeirantes (SP), em 1967. Voltou para a Tupi, como diretor de criação, pouco antes da extinção da rede. É membro atuante da Associação dos Pioneiros da Televisão (Pró-TV). Trabalhou também no rádio, em 1993, criando e apresentando o programa Cinemúsica na Cultura FM.

Paralelamente, atuou sempre como jornalista. Começou a carreira fazendo charges e ilustrações para o jornal O Tempo (SP), em julho de 1950. Trabalhou como articulista no jornal Notícias de Hoje (SP), onde também publicava charges políticas. Escreveu frequentemente, depois, artigos para as editorias de Cultura do Jornal da Tarde (SP), O Estado de S.Paulo (SP) e Folha de S.Paulo (SP). No Estadão, foi assistente do crítico de Cinema Benedito J. Duarte. Foi correspondente das revistas americanas Wittyworld e Latin American Studies, e escreve com regularidade para a revista Abigraf desde 1991.

No final dos anos 1960, tornou-se professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), cargo que ocupou até aposentar-se da vida acadêmica, e das Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam). Foi colaborador de enciclopédias editadas na França, Espanha, Itália e Estados Unidos, e o único representante da América Latina em evento promovido pela Universidade La Sapienza, de Roma, para discutir o centenário dos comics.

Compôs com Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira, Miguel Penteado e Maurício Kus a equipe que organizou a histórica 1ª Exposição Mundial de Quadrinhos, em junho/julho de 1951, no Centro Cultura e Progresso, no bairro do Bom Retiro (SP), o primeiro empreendimento a elevar as Histórias em Quadrinhos à condição de Arte. Planejou e implantou a Gibiteca Henfil, para a Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Chefiou delegações brasileiras nos tradicionais congressos de Lucca, na Itália, entre 1966 e 1998, chegando a ser membro do júri internacional do evento. Participou, ainda, de congressos de HQ em Nova York, Buenos Aires e Paris, além de atuar como organizador, colaborador ou curador na realização de numerosas exposições sobre autores e personagens por todo o País.

Suas andanças e conhecimentos acabaram por torná-lo um hábil negociador de direitos, filmes e quadrinhos no mercado internacional. Colaborou para que os personagens de Maurício de Souza passassem a ser comercializados no exterior.

Trabalhou também no cinema. Foi roteirista de O Goleiro (1958) – pelo qual recebeu o Prêmio Fábio Prado da União Brasileira de Escritores (UBE), mas que não foi filmado –, co-roteirista de Conceição (1960, com Ody Fraga), cenógrafo de Arara Vermelha (1957) e de Lobisomem, O Terror da Meia-Noite (1971/4, com Elyseu Visconti) e diretor de A B... Profunda (1983). Codirigiu, com Rogério Sganzerla, os curtametragens HQ (Comics) e Quadrinhos no Brasil, ambos em 1969. Além disso, foi programador do Cine Marachá de 1970 a 1977 – onde criou as “sessões malditas” – e assessor de Diretoria da Empresa Cinematográfica Haway.

É autor/organizador do livro Shazam! (Perspectiva, 1970), onde trata da HQ não como apenas puro entretenimento, mas também como um meio de comunicação. Publicou, ainda: História das Histórias em Quadrinhos (Brasiliense, 1993), O Mundo de Disney (Geração Editorial, 1996), Anos 50/50 Anos (Opera Graphica, 2001), Vapt Vupt (Clemente & Gramani, 2003), Histórias em Quadrinhos no Brasil (2003), Gloria In Excelsior – Ascensão, apogeu e queda do maior sucesso da televisão brasileira (Imesp, 2004) e A Reinvenção dos Quadrinhos – Quando o Gibi passou de réu a herói (Criativo, 2012). Participou do livro 50 Anos de TV no Brasil (Globo, 2000), organizado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e Literatura Brasileira em Quadrinhos (Nova Fronteira, 2002), organizado por Moacy Cirne.

Além da premiação da UBE, recebeu os prêmios Città de Lucca, Roquette Pinto, Tupiniquim, Angelo Agostini, O Tico-Tico, HQ Mix, Hall da Fama e Melhores do Ano. Foi homenageado pela Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo e pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

 

 

Atualizado em junho de 2012
Fontes:

Fiat_Institucional
Arama
Curso para Jornalistas
Newswire
OPN Eventos
MT Viagens
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