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Arimatéia Azevedo

Arimatéia Azevedo

Montou o primeiro site de notícias do Piauí, o 'Portal AZ'. Atuou nos principais veículos de comunicação do Piauí e foi diretor da sucursal do jornal O Povo (de Fortaleza) em Teresina. Polêmico, já enfrentou mais de 170 processos na Justiça e alguns atentados.

Arimatéia Azevedo nasceu em Campo Maior (PI), no dia 1º de fevereiro de 1953. Estudou o primário (Ensino Fundamental) na cidade de Altos e depois em Teresina (ambos no Piauí) o ginásio e o científico, concluído em 1972.

Viveu a grande turbulência política, advinda do golpe de 64. Do período guarda na memória “que nos colégios sempre havia a reação política e reações dos alunos que eram mais desenvolvidos politicamente. Em 1967, a turma do segundo ano, foi surpreendida com o exército dentro da sala”.

Em outra passagem conta que chegou a ser preso com um grupo de estudantes que eram acusados de ter pichado no colégio, em vermelho, a frase “abaixo o AI-5”. Ninguém ficou sabendo ao certo quem teria feito as pichações e eles foram soltos.

Começou a exercitar o jornalismo no jornal da escola, o Jornal Mural na década de 70.

Formou sua bagagem cultural no universo da biblioteca pública, por conta das poesias e do gosto pela arte de escrever. Lia muito e já era poeta. Chegou até a rabiscar romances, mas seu negócio mesmo eram os textos instantâneos, imediatos do jornalismo.

A trajetória para valer começou no O Estado (de Teresina) quando o jornal abriu vagas para datilógrafo. Tentou e conseguiu a vaga em 1971. Já havia completado 18 anos. A partir daí, permaneceu lá fazendo os textos e passou a conhecer os seus ídolos do jornalismo na época.

Em 1973, Arimatéia saiu do jornal O Estado e foi tentar a sorte no concorrente no O Dia. Lá trabalhava só um turno como datilógrafo. No outro período, era repórter. “Foi uma grande oportunidade”, recorda-se.

Na época passou também fazer matérias para o jornal Correio do Povo, um dos poucos que faziam oposição ao governo e ao sistema dominante na época.

Aos poucos, o jornalista foi construindo sua carreira. Em 1974, assumiu a sucursal do jornal O Povo (de Fortaleza), que tinha grande circulação em Teresina. Arimatéia Azevedo passou a fazer matérias polêmicas no Piauí. Em 1976, surge a oportunidade de ele ser redator na TV Clube, afiliada da Rede Globo. Lá passou quase um ano.

Ao falar sobre o ambiente político, social e cultural para se praticar jornalismo no Piauí no início dos anos 70 e 80, Arimatéia confessa que exercitar jornalismo nessa época era mais charmoso, tinha mais importância, as pessoas viam o jornalista como sendo aquele sujeito cuja função era denunciar, de escrever coisas agradáveis. O jornalista daquele tempo tinha prestígio, uns mais, outros menos; os que chegavam a um pedestal de certa importância faziam opinião e impunham seus conceitos.

Entre 1976 e 1977, Arimatéia foi presidente do Clube dos Repórteres do Piauí. Realizou pelo clube um seminário e trouxe como conferencistas dois jornalistas políticos, figuras do cenário nacional: Hélio Doyle, da revista Veja, e o alagoano Audálio Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. “Naquela era uma época em que apenas duas vozes tinham força contra a ditadura, a OAB e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo”, lembra.  

Atuou em rádios. Passou por Rádio Poty AM, de Teresina, logo que emissora foi inaugurada, em 1982, mas o que mais lhe marcou foi o tempo que passou na Rádio Difusora de Teresina (1986-1989), fase em que participou da cobertura das eleições de 86, e lembra-se que as apurações dos votos manuais eram vibrantes, “pareciam um show artístico ou um clássico de futebol”.

O outro caso marcante foi o assassinato do jornalista e empresário Hélder Feitosa, em 1987. A Difusora, sob seu comando, mostrou e conseguiu provar que o governo contratou um perito em Brasília para responsabilizar três inocentes pelo assassinato do jornalista. Os rapazes terminaram sendo colocados em liberdade.

Também pela rádio Difusora, já em 1988, Arimatéia denunciou o crime organizado, responsável por muitas mortes. Entre as vítimas foram assassinados no Piauí mais de dez prefeitos. “Era uma época difícil, corria-se perigo, não se sabia em quem confiar, mas não se podia fugir da função de ser jornalista encontrando a verdade”, declara. A organização criminosa caiu em 1999, numa ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e OAB. Os líderes do grupo foram presos. No período de maior tensão, foi passar umas semanas em Brasília.

Em 1996, era o primeiro editor do jornal Meio Norte (Teresina). Insatisfeito deixou o cargo e ficou escrevendo uma coluna política, que passou a ser censurada a todo o momento.

Teve então a ideia de montar uma página na internet onde pudesse escrever suas opiniões. Em 1998, surge o arimateiaonline.com. Os donos do jornal falaram que não iam aceitar. Então, resolveu deixar o veículo de comunicação criando em 2000 outra página, agora o arimateiaazevedo.com.br.

Em 2000, começou a trabalhar no jornal Diário do Povo e continuou com sua página na internet, agora não mais sozinho e sim com colegas. Teve então a ideia de colocar o nome Portal AZ, em 2001. Era o primeiro site de notícias criado no Piauí. Arimateia segue como principal blogueiro do Portal. 

Por conta de sua atuação polêmica, o colunista contabiliza mais de 170 processos, desses de 10 a 15 ainda se encontram pendentes, mas do total, afirma ter ganhado 165.

Arimatéia Azevedo foi um dos poucos jornalistas presos por crime de imprensa no Piauí, sob a acusação de ter feito coação a uma advogada. Para o colunista, sua prisão, em outubro de 2005 foi injusta, “uma chicana jurídica”, mas ele garante “que foi a primeira vez que um tribunal se fechou para julgar um pedido de habeas corpus e que demorou dez dias para ser julgado. Aliás, nem julgaram. Ele foram colocados em liberdade pelo então presidente do STJ, o ministro Edson Vidigal”.

Além de processos Arimatéia Azevedo enfrentou alguns atentados, um deles na redação do jornal do qual era editor e outro em casa. Foi dele a primeira denúncia contra o crime organizado no Piauí. Mas apesar de tantas dificuldades, o jornalista acredita que tudo valeu a pena na sua trajetória jornalística. No twitter ele se identifica por “Jornalista e navegante, quase sempre remando contra a maré”.

Sempre polêmico, é rara a vez em que Arimatéia Azevedo não esteja envolvido em alguma confusão, seja denunciando desvios de condutas de magistrados, políticos, agentes públicos ou fazendo contestações, discordando, por exemplo, de casos como o inquérito aberto pelas Políciais Civil e Federal, em 2011 sobre a morte da estudante de Direito Fernanda Lages. Ela foi encontrada morta na obra do prédio do Ministério Público Federal, em Teresina e, pelo suposto envolvimento de pessoas ditas poderosas, a conclusão foi de que a jovem teria cometido o suicídio ou se acidentado. Arimatéia até hoje sustenta, juntamente com os promotores de Justiça encarregados do caso, que Fernana Lages foi assassinada. Até agora ninguém foi pronunciado sobre o caso.

Mantém hoje, além do Portal AZ, coluna diária no jornal O DIA, que serve de termômetro para a classe política e como porta voz das reivindicações da comunidade.

Zózimo Tavares, um jornalista admirador do trabalho de Arimatéia, escreveu uma crônica sobre ele quando o jornalista completou 60 anos, em março de 2013, 42 deles dedicados ininterruptamente à imprensa. A crônica, que colocamos na Galeria, foi reproduzida também no jornal do Sindicato dos Jornalistas do Piauí. Está ainda na Galeria o texto completo com as informações recebidas.

 

 

 

Atualizado em agosto/2013 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://www.portalaz.com.br/

Informações prestadas por jornalistas amigos e admiradores do seu trabalho.

http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/262793_zozimo_tavares_a_entrevista_que_nao_fiz.html

http://www.gp1.com.br/blogs/interpelado-no-caso-fernanda-lages-jornalista-arimateia-azevedo-reage-nao-temo-quem-pensa-com-cofre-na-cabeca-217259.html

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