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Carlos Adauto Vieira

Carlos Adauto Vieira

Líder nas lutas contra regimes ditatoriais, pelejou também para desenvolver o gosto popular pelas artes no interior de Santa Catarina

Carlos Adauto Vieira nasceu em 26 de março de 1933, em Lages (SC). Formou-se advogado pela Faculdade de Direito de Santa Catarina, em 1956. Começou a estudar Economia na Faculdade de Ciência Econômicas de Santa Catarina, em 1956, mas só terminou o curso em 1970, pela Faculdade de Ciências Contábeis de Joinville (Furj/SC).

Considerado um dos grandes desenvolvedores da cidadania brasileira e um patrimônio cultural catarinense, o intelectual, advogado e escritor também se mostrou um defensor – e praticante – do jornalismo. Dedicou-se, tão logo abriu seu escritório de advocacia, ao Direito do Trabalho e Previdenciário, procurando conscientizar os trabalhadores de seus direitos e da necessidade de lutar por eles e por sua ampliação, organizando-se em sindicatos e exigindo a Justiça do Trabalho ao seu alcance.

Combateu contra o peleguismo e a favor do movimento intersindical e da abertura de novos sindicatos. Colocou-se como membro ativo da campanha O petróleo é nosso, e, por isso, sofreu a sua primeira prisão política. A segunda veio no dia primeiro de abril de 1964, logo após o golpe militar. Outra, em 1965. Em 1967 foi sequestrado e permaneceu preso e incomunicável em Curitiba por quase um mês, sem ninguém saber de seu paradeiro.

Desde 1957, colabora com os jornais O Estado do Paraná (PR), Gazeta do Povo (PR), Tribuna (Santos, SP), A Notícia (Joinville, SC), Jornal de Joinville (SC), O Município (Brusque, SC), Sol de Camboriú (SC), Folha Acadêmica, Folha do Litoral (PR), Tribuna de Santa Catarina (SC) e Gazeta das Praias de São Francisco do Sul (SC), escrevendo artigos sobre Direito, Sociologia, Política, Economia e História.

Foi colunista do jornal nacionalista O Semanário (RJ), cuja coleção foi destruída pelos golpistas de 1964, em sua casa, quando a invadiram à procura de material subversivo.

Para enfrentar a censura, adotou os pseudônimos de Charles D’Olengèr ou de Heliodoro Luiz para manter suas colunas dominicais n’A Notícia, escrevendo crônicas, estórias curtas, comentários e notas sobre leituras. Mais que isso, dirigiu cadernos e páginas de literatura e arte nos jornais de Joinville, ao lado de João Carlos Vieira, Renato Campos e Alcides Buss.

Participou da fundação e edição dos seis números da revista literária e cultural O Cordão (SC), em 1976, incubadora no Estado da Feira de Arte e Artesanato, do Festival de Danças, do Clube de Cinema, do Museu de Arte e de grupos teatrais e de música. Projetou a criação e a outorga do Troféu Ottokar Doerffel por matéria jornalística sobre Direitos do Homem, elaborada por alunos de Direito, de Jornalismo/Comunicação, Letras e História.

Lançou três livros: Aos Domingos, crônica; Saborosas Estórias Curtas de Charles D‘Olengèr (Letra D’Água, 1999) e Europa sem Programa (Independente, 1973). Colaborou em dezenas de antologias.

Mora hoje em São Francisco do Sul (SC). “Escrever faz parte de mim – explicou, certa vez. Todos os dias, não passo um dia sem escrever. Entre amar a minha mulher, tomar chimarrão e escrever, eu fico com as três.”


Atualizado em outubro de 2011.
Informações fornecidas pelo cronista

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