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Carlos Castelo

Carlos Castelo

Assina a coluna ‘Crônica por quilo’ do Estadão com o registro irreverente de notícias de destaque nacional e internacional. Foi um dos idealizadores do grupo de humor musical ‘Língua de Trapo’. Em mais de duas décadas e meia de redação publicitária conquistou quatro Leões em Cannes e lançou nove livros.

Carlos Antônio de Melo e Castelo Branco, Carlos Castelo, Carlos Melo ou demais pseudônimos com os quais assina, nasceu em Teresina no Piauí, em 18 de abril de 1958, mora em SP desde os dois anos. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Facasper/SP. Está radicado em São Paulo desde 1961. É um dos idealizadores do grupo de humor musical Língua de Trapo, que acabou virando ícone da “vanguarda paulista”, nos anos 1980 e 90, junto a colegas do curso de jornalismo, num estilo que misturava rock, samba e humor.

É considerado um dos mais importantes nomes no humor brasileiro. Como cronista, compositor ou publicitário escreve desde os anos 80 textos para qualquer meio de comunicação: jornais, revistas, rádios, sites, letras de música e publicidade.

Suas primeiras crônicas apareceram na grande imprensa no início dos anos 1980, na coluna Antena do Caderno 2 de O Estado de S.Paulo. Colaborou ainda com Playboy, Jornal da Tarde, VIP, O Pasquim, O Planeta Diário, Caros Amigos, entre outros.

O início da trajetória profissional ele mesmo descreve no site-portfólio: “antes de trabalhar na área [jornalismo] por quase nove anos, atuei no polo de cinema paulistano como cabo-man, eletricista, continuísta, roteirista e assistente de direção. Na mesma época criei com colegas da faculdade o grupo de humor musical Língua de Trapo. Aos 29 anos decidi mudar novamente de atividade e entrei em Propaganda como redator, pelas portas da Ogilvy. Alguns meses depois ganhei um Leão de Ouro e um de Bronze para o cliente Araldite (Ciba-Geigy)”.

No caminho de Carlos Castelo, diversas agência. Foi redator da Guimarães entre 1999 e 2000; diretor de criação da Ogilvy & Mather por quatro anos); associado da Berserk; diretor de criação da Duda Propaganda por dois anos e meio. Em 2005 teve a mesma função nas Euro RSCG e Gnova; e de outubro de 2010 a dezembro de 2014, foi editor sênior da FCB Brasil. Passou ainda pela DPZ, Talent, Grey e Carillo.

É o letrista das músicas Concheta, Xingu Disco, Os Metaleiros Também Amam (finalista do Festival dos Festivais, da Rede Globo), Como é Bom Ser Punk, Tragédia Afrodisíaca, Deusdéti, Samba Enredo da TFP e muitas mais presentes no repertório do grupo.

Assina a coluna semanal Crônica por Quilo, no Estadão. O publicitário escreve semanalmente todas as quintas-feiras crônicas de humor na editoria Vida & Estilo. Seu primeiro post publicado em junho de 2014 trouxe 12 coisas para se fazer caso o Brasil saia da Copa". Em fevereiro de 2015 publicou a crônica sobre o anúncio da realeza da Inglaterra em busca de um novo motorista.

É colunista também das revistas Rubem e Propaganda.

Entre os nove livros que lançou estão: para o mais recente de 2015, Clássicos de mim mesmo, editora Matrix, preparou um divertido livro de crônicas. “Uma obra para rir com o cérebro, com a boca, com o corpo inteiro. Porque ele sabe ser inteligente, instigador e provocador. Como todo bom texto de humor precisa ser. Boas risadas”, conforme propõe o autor.

O livro Damas turcas saiu em 2012 na coleção Estante Policiais Paulistanos pela editora Global publicou. A proposta da obra é a de levar o leitor à cena do primeiro crime, o assassinado do DJ e ativista negro Zullu, pelo olhar e considerações de Preto, um poodle gigante. Após depoimentos e provas o personagem Ruy Levino vai tentar montar seu quebra-cabeças, os “Crimes Pop”, “como se tivesse terminado uma partida de damas e fosse pegando as peças e colocando-as, uma a uma, em suas casas”.

Orações insubordinadas: aforismos de escarnio e maldizer veio em 2009, lançado pela editora Ateliê Editorial. É uma espécie de reserva especial dos milhares de aforismos satíricos escritos pelo autor. Trata de assuntos atuais, como internet, corrupção, questões ambientais, narcotráfico, fundamentalistas de maneira fora do senso-comum e apresenta ao leitor “a garantia de humor inteligente, que corrige nossos piores hábitos e nos faz rir deles”.

O crítico Manuel da Costa Pinto, na apresentação do livro assinala: "O que coloca Carlos Castelo no distinto rol de Millôr e Verissimo é justamente a linguagem desinflada, a piada desentranhada da fala de rua e da retórica oficialesca; em suma, o faro para o cômico e para as contradições do presente – satirizados na linguagem do presente".

Castelo, no entanto, se identifica no twitter como “um escritor célebre e desconhecido”.

 

Atualizado em Fevereiro/2015 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/cronica-por-quilo/o-chofer-da-rainha/

https://br.linkedin.com/in/ccastelo

http://www2.uol.com.br/castelorama/flash1024.html

http://www.portfoliolovers.com/lover/NuT1YA=s/carlos-castelo---giovanni-draft-fcb/

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