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Cláudia Gaigher

Cláudia Gaigher

Repórter da TV Morena, afiliada à Globo no Mato Grosso do Sul, entra com reportagens em rede nacional nos principais telejornais da emissora. Foi vencedora do Prêmio Ayrton Senna por uma série sobre trabalho infatil.

Cláudia Gaigher Bucker nasceu na cidade de Cachoeiro de Itapemirim/ES, no dia 17 de fevereiro de 1974.

Começou a carreira, em 1992, quando ainda era recém formada e voltou para a cidade Natal, Foi para a redação da Tv Cachoeiro, afiliada da Tv Globo, como repórter. Na emissora teve a oportunidade de aprender a desempenhar diferentes funções.
 
Na época começou a entender os caminhos da produção, edição e apresentação. Mas foi na reportagem que descobriu a paixão pela profissão. Além das reportagens diárias, passou a fazer pautas com temas voltados para o meio rural. Primeiro para o Jornal do Campo, da Tv Gazeta, depois para o Globo Rural.
 
Em 1994 foi convidada a ir para a Tv Gazeta em Vitoria, fazer as reportagens para veiculação no estado inteiro. Isso abriu caminhos para as reportagens em rede nacional. Além do Globo Rural, foi conquistando espaço e pautas para os jornais diários, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Fantástico.
 
Em 1997 veio o convite para ir para o Rio de Janeiro conhecer e trabalhar na redação carioca. Pouco depois, se apresentou na Tv Morena, em Mato Grosso do Sul. O convite partiu da Central Globo de Jornalismo para integrar o grupo de repórteres de rede nacional, que fazem as reportagens para o Jornal Nacional, e atuar na Tv Morena em Mato Grosso do Sul.
 
Assumiu a vaga em 1998. A própria jornalista conta sua rotina: "Busco manter o olho novo em busca de pautas sociais, econômicas e principalmente ambientais. O contato estreito com pesquisadores de diferentes instituições e a busca pela especialização em assuntos ambientais tem me levado aos assuntos mais voltados para a conservação, preservação, divulgação e denúncias envolvendo temas ambientais. Com o desafio diário de buscar uma linguagem simples para divulgar o conhecimento científico popularizando resultados, descobertas e informações importantes sobre os biomas brasileiros, principalmente cerrado e pantanal."
 
Na carreira, foram centenas de reportagens nos principais jornais da Rede Globo, principalmente no Jornal Nacional e Globo Repórter. 
Fez séries de reportagem mostrando o trabalho infantil nos alagados pantaneiros, onde crianças arriscavam a vida coletando iscas, pequenos peixes que seriam vendidos aos turistas, e cresciam sem jamais ter ido a escola. Crianças que passavam a madrugada disputando espaços entre cobras e jacarés nos corixos.
 
Por quase 10 anos fez várias viagens a região da Serra do Amolar denunciando essa prática entre os filhos dos ribeirinhos. As reportagens tiveram repercussão nacional o que forçou o governo estadual a criar uma política de investimento e construção de escolas em fazendas ribeirinhas onde hoje as crianças pantaneiras estudam em regime de semi-internato. Para os lugarejos sem escolas os alunos contam com o barco-transporte para buscá-las em casa.
 
Fazendeiros também se sensibilizaram e investiram em iniciativas e parceiras, construindo escolas e integrando o Projeto Escola das Águas que hoje atende centenas de crianças que não mais deixam a escola para trabalhar.  
 
As séries renderam prêmios. Vencedora por duas vezes do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo e Prêmio Ethos.
 
Em 2005 as denúncias de morte de crianças indígenas por desnutrição nas aldeias de Dourados, levaram os governos municipal, estadual e federal a mudar a política de tratamento e cuidado das crianças Guarani kaiowá. Por mais de um ano, visitou as aldeias todos os meses, mostrando o abandono, a falta de água tratada, moradia, comida e assistência médica.
 
Além do mau uso de dinheiro público, desvio de verbas e abandono, as reportagens revelaram o quanto a questão cultural e a política equivocada de cuidado e assitência aos indígenas agravaram ainda mais a situação dessa, que é uma das etnias mais ameaçadas do Brasil.
 
As reportagens obrigaram o governo federal a investir mais na construção de casas, no tratamento da água nas aldeias, na política de assistência técnica nas lavouras indígenas, no resgate e manutenção das tradições culturais. As reportagens sociais sobre as questões indígenas de Mato Grosso do Sul foram finalistas no prêmio Embratel de Jornalismo.
 
Temas como as riquezas naturais do Pantanal também foram importantes para despertar no brasileiro o sentimento de pertencimento, de urgência para cuidar e conservar esse bioma. As reportagens mostrando o assoreamento do rio Taquari e a devastação na bacia do Alto Paraguai foram fundamentais na elaboração de políticas para a recuperação das micro bacias em Mato Grosso do Sul.
 
Outra vertente do trabalho de Cláudia é a de abrir espaços para nas reportagens nacionais, importantes avanços nos projetos de pesquisas como o Projeto Arara Azul, Antas, Ariranhas, Peixes e tantas outras linhas de estudos para conhecer a vida e o hábitat dessas espécies.
 
 
 
Atualizado em abril/2013 - Portal dos Jornalistas
Fonte: Informações fornecidas pela jornalista

 

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