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Custódio Coimbra

Custódio Coimbra

Passou pelas redações de importantes jornais do Rio de Janeiro, como O Repórter e Última Hora (ambos extintos), depois pelo Jornal do Brasil até ser admitido no jornal O Globo, onde trabalha desde o final dos anos 1980

Custódio José Bouças Coimbra começou a fotografar aos 11 anos, quando seus irmãos mais velhos fundaram, com um grupo de amigos, um clube de Fotografia em Quintino, bairro do subúrbio carioca onde nasceu e morou com a família. Até os 18 anos, foi mais laboratorista que fotógrafo, e explica por que: "Gostava do clima da luz vermelha e de ver as fotos aparecerem, como mágica".
 
A fotografia o acompanha desde os anos 1970. Sua primeira foto foi publicada no jornal alternativo O Repórter (RJ), em 1978. Do tabloide semanal, foi para a Última Hora (RJ), que, segundo ele, em 1982, já era um diário decadente, com ênfase no noticiário policial, mas abria fotos de página inteira e uma delas chamou a atenção no Jornal do Brasil (RJ), onde entrou em 1984.
 
A ida para o JB foi uma passagem interessante na vida profissional de Custódio. Ele relembra o fato que pareceu um azar, mas mostrou ser uma grande sorte: “Uma vez, fiz umas fotos da greve de motoristas de ônibus para o JB no domingo, mas a notícia deu capa na edição de segunda. O chefe (da UH) viu o meu nome na foto do concorrente e me demitiu”, conta. A história poderia ter sido trágica, se não fosse pela sequência do relato. Coimbra telefonou para Alberto Ferreira, na época editor de Fotografia do JB , e disse a ele: “Poxa, Alberto, acabei de ser demitido na Última Hora ”, ao que Ferreira respondeu de pronto: “Meus parabéns! Você acaba de ser admitido no JB”. Na nova empresa, onde ficou até 1989.
 
De lá para cá, está em O Globo (RJ). Já reconhecido pelo trabalho, foi convidado por Anibal Philot para integrar a equipe de O Globo e participar da implantação da cor nas fotos do impresso. Depois de coordenador e editor dos Departamentos de Fotografia dos Jornais de Bairros, passou a cuidar das matérias especiais produzidas para as edições dominicais.
 
Com 25 anos de carreira, já participou de várias exposições individuais e coletivas, todas com forte cunho sócio-ambiental. A mais recente, Diário do Rio, saiu do Centro Cultural Correios em fevereiro de 2013 e, rebatizada de Le Brésil à la Une, fica até setembro na Maison des Amériques Latines em Paris, como parte do calendário do Ano do Brasil na França.
 
Também já publicou trabalhos em vários livros, tais como O Rio Sob as Lentes de Seus Fotógrafos (Prefeitura do Rio de Janeiro, 1992), Tons sobre Tom — A vida e a obra de Tom Jobim (Revan, 1995), e Brasil 500 anos, em 2000. Participou com suas fotos do livro Blocos de Rua do Carnaval do Rio de Janeiro (Reptil, 2012).
 
Entre os trabalhos que fez, lembra como o que foi mais prazeroso o de “fotografar o Rio do alto do braço do Cristo Redentor durante três horas, de madrugada, até o amanhecer”. Mas, segundo ele, o que teve mais resultado foi o caderno Retratos do Rio, publicado em 2001 por O Globo.
 
Entre as grandes coberturas de que participou, relembra um episódio que lhe marcou a vida: a morte de sete pessoas pisoteadas durante o velório de Tancredo Neves (1910-1985), em Belo Horizonte (MG). O JB, onde trabalhava, abriu três páginas só de fotolegendas e a Agência AP [Associated Press] transmitiu para mais de sete mil jornais no mundo. Nos Estados Unidos, uma das fotos foi publicada na primeira página em seis de cada dez jornais. E Custódio lembra-se do momento e diz: “o mais incrível foi que tive tempo de ajudar a salvar muitas pessoas”.
 
Cobriu alguns dos acontecimentos mais relevantes da história recente, como as campanhas presidenciais de 1989 até 2006, além das visitas de Mikhail Gorbatchev, Ronald Reagan (1911-2004), Henry Kissinger, Fidel Castro, Jacques Chirac, do papa João Paulo II (1920-2005) e do dalai lama Tenzin Gyatso ao Brasil.
 
Entre os vários prêmios que ganhou, destaca-se o Esso de Contribuição à Imprensa e o Grande Prêmio Ayrton Senna, categoria Jornal, vencido juntamente com a equipe do jornal O Globo.
 
Os cliques de Custódio fizeram parte em outubro de 2011 da exposição Olhar Carioca, no Shopping Rio Sul, em Botafogo, Rio de Janeiro (RJ). Na mostra estavam Imagens até então inéditas da Agência O Globo feitas por ele e outros quatro fotógrafos: Marcelo Carnaval, Ivo Gonzalez, Leonardo Aversa e Márcia. Em setembro de 2013 participará da mostra Brazilian Photojournalists – From Bossa Nova to Global Power, a ser realizada no salão principal da sede da ONU em Nova York (EUA), e que depois percorrerá outras quatro cidades americanas: Washington, Los Angeles, Seattle e Miami.
 
 
Atualizado em Fevereiro/2013 – Portal dos Jornalistas
Fontes:
Jornalistas&Cia – Edição 884
 

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