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Décio Pignatari

Décio Pignatari

Um dos introdutores da Poesia Concreta e da moderna Comunicação Social no Brasil. Nunca se furtou ao papel de teórico, divulgando o movimento concretista por meios acadêmicos e editoriais

Décio Pignatari nasceu em 20 de agosto de 1927, em Jundiaí (SP), filho de imigrantes italianos. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP/SP), em 1953. Na mesma entidade, fez doutorado em Letras Departamento de Línguas Orientais, em 1973, e pós-doutorado sobre Arquitetura e Urbanismo, em 1979. Faleceu em 2 de dezembro de 2012, em São Paulo (SP).

Poeta, escritor, jornalista, ensaísta, semioticista e tradutor, exerceu também a profissão de publicitário por cerca de 15 anos.

Publicou seus primeiros poemas na Revista de Novíssimos e na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. Fundou, em 1952, com os irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos, o grupo e a revista Noigrandes, onde lançaram o movimento da Poesia Concreta no Brasil, em 1956. A publicação circulou até 1962. Dirigiu as revistas Invenção (1962/1967), Produto e Linguagem (1963) e Através (1977/1983). Atuou como colaborador do Jornal do Brasil (RJ) e do Correio da Manhã (RJ), e, nos anos 1980, como colunista e crítico de televisão em O Estado de S.Paulo (1978-1980) e como colaborador e articulista da Folha de S.Paulo (1983-1987). Atuou no programa Nosso Jornal, da TV Gazeta (SP), entre 1986 e 1987.

Além disso, publicou artigos nos jornais Jornal da Tarde (SP), Gazeta do Povo (PR), Zero Hora (RS) e Gazeta do Povo (PR), e nas revista Articles (RJ), Época (SP), Amílcar (MG), Aplauso (SP), USP (SP), Review Latin American Literatura e Artes (SP), Bravo (SP), Vox (RS) e Cult (SP).

Foi diretor de Informação e Documentação sobre Arte Brasileira da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo de 1975 a 1977.

Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Desenho Industrial (1963), onde foi diretor de Informação entre 1963 e 1969, responsável pela publicação dos três primeiros números do órgão de divulgação da entidade, a revista Produto e Linguagem; da Associação Internacional de Semiótica (Paris, 1969), junto com Roman Jakobson, Umberto Eco, Emile Benveniste, Iuri Lotman e outros, da qual foi um dos vice-presidentes (1969/1984); e da Associação Brasileira de Semiótica (1975), da qual foi o primeiro vice-presidente (1975/1982).

Foi professor de Teoria da Informação, na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi/RJ), de 1964 a 1975; professor visitante na Universidade de Brasília (UnB/DF), ministrando a disciplina Publicidade e Propaganda, em 1965; professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília (Ffclm/SP), de 1967 a 1969; professor titular na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), no curso de pós-graduação em Comunicação e Semiótica, entre 1972 e 1994); professor titular aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP/SP), onde atuou de 1974 a 1994, e professor do Curso de pós-graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba (PR). Morou pouco mais de dez anos na capital paranaense. Passou o último ano de vida em São Paulo.

Foi dono de uma vasta obra acadêmica e literária: Carrossel (Clube de Poesia, 1950), Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem (Perspectiva, 1969), Contracomunicação (Perspectiva, 1971), Comunicação Poética (Cortez e Moraes, 1977), Informação, Linguagem, Comunicação (Cultrix/Perspectiva, 1980), Semiótica da Arte e da Arquitetura (Cultrix, 1980), Oswald Psicografado por Signatari (Código, 1981), Signagem da Televisão (Brasiliense, 1984), Vocogramas (Código, 1985), Poesia Pois É Poesia (Brasiliense, 1986), O Rosto da Memória (Cia. das Letras, 1986), O Que É Comunicação Poética (Brasiliense, 1987), Semiótica e Literatura (Ateliê, 1987), Pobre Brasil! (Ponte, 1988), Retrato do Amor quando Jovem (Cia. das Letras, 1990), Panteros (Editora 34, 1992), Letras, Arte, Mídia (Globo, 1995), 31 Poetas, 214 Poemas – de Safo a Apolinaire (Cia. das Letras, 1996), Cultura Pós-Nacionalista (Imago, 1998), Errâncias (Senac/SP, 2000), Céu de Lona (Travessa dos Editores, 2003), Design Visual – 50 Anos (Cosacnaify, 2003) e Bili com Limão Verde na Mão (Cosacnaify, 2009). Com os irmãos Campos, lançou o livro Teoria da Poesia Concreta (Duas Cidades, 1965). Traduziu Dante Alighieri, Johann Wolfgang von Goethe, William Shakespeare e Marshall McLuhan. Escreveu e dirigiu o curta-documentário Anos 30: Entre duas guerras, entre duas artes (Instituto Cultural Itaú, 1989).


Atualizado em dezembro de 2012.
Fontes:

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