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Edson Flosi

Edson Flosi

Faleceu em São Paulo em cinco de junho de 2013, foi testemunha e personagem do jornalismo literário praticado no Brasil nos anos 1970. Foi professor da Faculdade Cásper Líbero e também advogado criminalista, militando no Fórum de São Paulo

(28 de abril de 1940, São Paulo/ SP - 05 de junho de 2013, São Paulo,SP)
 
 
Edson Garcia Flosi nasceu em São Paulo, no dia 14 de abril 1940, mas foi registrado como nascido no dia 28 – o pai, ferroviário, perdeu o prazo de registro e não podia pagar a multa pelo atraso. É graduado em Direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG/SP), em 1986. Cursou Direito Empresarial na mesma instituição, em nível de pós-graduação. Casado com Nancy da Costa Flosi, é pai dos jornalistas Edson Costa Flosi e Sandra Flosi, e da procuradora do Estado Nancy Regina Costa Flosi.
 
Exerceu a profissão por 30 anos. Autodidata, começou no jornalismo em 1958, no jornal Notícias de Hoje (SP), órgão do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Provocou sensação já na primeira matéria. O editor pediu-lhe uma entrevista com um físico que acabara de fazer uma importante descoberta. Conversou com o pesquisador e anotou todas as informações. Na hora de montar o texto, percebeu que, por inexperiência, não tinha a menor ideia de como começá-lo. Decidiu, então, escrever como se fosse o próprio cientista, usando inclusive termos técnicos. Publicada a matéria, a redação começou a receber telefonemas de leitores parabenizando o físico Edson Flosi pelo artigo. Tiveram que explicar para todos que o neófito repórter não sabia quase nada de Física e dar os créditos ao verdadeiro pesquisador.
 
Completou a fase de aprendizado colaborando com os jornais Diário da Noite (SP) e Diário de São Paulo (SP), dos Diários Associados. Mas foi na redação da Folha de S.Paulo (SP), onde ficou inicialmente de 1963 a 1973, sob a batuta de Cláudio Abramo, que sua vocação floresceu. Destacou-se por cobrir as operações policiais do delegado Sérgio Paranhos Fleury, então diretor do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil do Estado de São Paulo, acusado, entre outras coisas, de comandar o Esquadrão da Morte, responsável por centenas de execuções em São Paulo. Denunciou irregularidades no Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos (SP) e escreveu sobre as “premiações” dadas aos torturadores que se sobressaiam no ofício. Seu filho mais velho, com 14 anos na ocasião, foi agredido com socos, tapas e empurrões em uma das principais avenidas da cidade, por conta de suas matérias – fato que gerou protestos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo e não intimidou o repórter, que continuou a trabalhar da mesma maneira.
 
Após deixar a Folha, dirigiu uma agência de publicidade entre 1974 e 1975, mas não conseguiu ficar mais tempo fora das redações. Voltou ao jornalismo em 1976, no Jornal da Tarde (SP), atuando na equipe de Murilo Felisberto, numa fase muito feliz de sua carreira. Renderam excelentes reportagens, na época, a morte misteriosa do dentista Cícero Sumio Yajima (crime ou suicídio?), a história dos meninos assassinos, a entrevista com o então cardeal-decano do Colégio Cardinalício, dom Agnelo Rossi (1913-1995), e a aventura vivida por um funcionário público cujo barco virou na Represa Billings, numa tarde de domingo.
 
Saiu do JT em 1977. Passou pela sucursal paulista de O Globo (RJ), ainda no mesmo ano, e retornou à Folha de S.Paulo, ficando no jornal de 1978 a 1983. Paralelamente, produziu e apresentou o programa A Cena do Crime, na extinta rádio Mulher (SP), em 1982. Depois de passar pelo Notícias Populares (SP), a convite de Ebrahim Ramadan, de 1984 a 1990, decidiu se aposentar e voltar a atenção para uma outra paixão: o Direito.
 
Ocupou quase todos os cargos de redação: repórter, redator, pauteiro, chefe de reportagem, editor e secretário. Mas, sempre que podia, voltava às ruas para fazer o que mais gostava: a reportagem. Em toda a sua carreira jornalística foi essencialmente um repórter policial. É autor de mais de 500 matérias assinadas e publicadas em importantes veículos da imprensa. Versátil, embora tenha se notabilizado pelas reportagens policiais, escreveu também com talento perfis de personalidades e de gente comum.
 
Virou advogado criminalista, em meados da década de 1980, militando no Fórum de São Paulo. Mais tarde, em 1996, aliou suas duas vocações e tornou-se professor de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, lecionando a disciplina Legislação e Prática Judiciária. Além disso, foi orientador de trabalhos de conclusão de curso (TCC) e assessor da diretoria da instituição, antes de se licenciar, em 2011.
 
Escreveu os livros-reportagens O Assalto dos 500 milhões (Best Seller, 1965) e Por Trás da Notícia (Summus, 2012) e o ensaio político A Renúncia do Presidente Jânio Quadros (1961). Doou, em 1994, ao Sindicato dos Jornalistas, o busto de Aristides Lobo, feito por A, Camarotto, a partir da máscara mortuária do jornalista, mantido hoje na sede da entidade.
 
Faleceu em São Paulo, no dia cinco de junho de 2013.
 
 
Atualizado junho/2013 - Portal dos Jornalistas.
Fontes:
 

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