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Eduardo Tessler

Eduardo Tessler

É jornalista e consultor de empresas de comunicação. Edita o blog Mídia Mundo, canal para contar histórias curiosas que garimpa em andanças por aí.

Descendente de imigrantes leste-europeus, Eduardo Russovski Tessler teve que enfrentar a família para seguir sua vocação, o Jornalismo. Prestou vestibular para Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PucRS/RS) e para Engenharia Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs/RS). Passou nos dois, mas optou por se matricular apenas no curso da PucRS, já que só prestara o outro exame por obrigação: “Era para o meu pai poder dizer aos amigos ‘meu filho passou em Engenharia’”, admite. “Ele ficou completamente atrapalhado por eu não querer estudar na Ufrgs”. Para compensar, no ano seguinte fez vestibular para História, na Federal, que cursou por dois anos, paralelo ao Jornalismo, mas não concluiu. Formou-se na PucRS em 1986. Em 1999, fez o III Máster em Jornalismo para Editores do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS/SP).
 
Começou muito cedo na profissão. Ainda no colégio, foi colega de Sérgio Sirotsky, filho de Jayme Sirotsky (presidente emérito do Grupo RBS), e ambos integraram o grêmio estudantil: “Começamos a fazer um jornalzinho bem legal, com papel-jornal, feito no Zero Hora. Isso me entusiasmou”, lembra. Outra influência foi seu tio-avô, o crítico literário Maurício Rosemblatt. “É uma figura conhecida por aqui, o cara que inventou a Feira do Livro. Íamos à casa do velho Maurício e não víamos paredes nem corredores, só livros. Isso me levou um pouco para esse lado, tanto é que dediquei a minha monografia a ele e ao meu avô, que foram as pessoas que me ajudaram”, conta.
 
Na faculdade fez a edição do jornal-escola Experiência por dois semestres e também começou uma carreira como cineasta, com um de seus filmes em Super-8 sendo indicado para o Festival de Gramado. Fora do mundo acadêmico, atuou como free-lancer da Ano Econômico (RS), extinta publicação da RBS, onde ficou sabendo que o grupo estava lançando um jornal em Santa Catarina. Formou-se no dia 5 de janeiro de 1986, viajou para Florianópolis e no dia seguinte estava contratado pelo Diário Catarinense (SC), na editoria de Economia.
 
No mesmo período, participou do Festival de Gramado, como diretor, roteirista e ator figurante do curta Lar Desfeito. Ganhou o Prêmio Kikito de Melhor Filme.
 
Quando o Diário chegou às ruas, já era repórter na editoria de Geral. Durante a Copa do Mundo, foi transferido para o Esporte, onde ficou por um ano, como subeditor. Em agosto de 1987, deixou o Diário Catarinense e decidiu ir para São Paulo (SP), onde conseguiu um frila nos fechamentos do Jornal da Tarde (SP). Em seguida, foi convidado para editar a revista Placar (SP): “Foi superlegal, eu era muito novo e comecei a fazer texto final para revista. Isso me deu uma baita cancha”, comenta.
 
Um mês depois, recebeu o convite da IstoÉ (SP) para ser subeditor de São Paulo. Com 23 anos, estava emocionado com a possibilidade de atuar numa das maiores revistas do país. O sonho durou pouco. A publicação foi vendida para a Senhor (SP)  e toda a equipe foi demitida. Em meados de 1988, foi convidado por Tonico Duarte, que assumira a editoria de Esporte de O Estado de S.Paulo, para ser seu subeditor. Mas nem assumiu. Estava determinado a sair do Brasil, naquele momento a aventura era o seu projeto de vida.
 
Candidatou-se a qualquer vaga para correspondente internacional da Agência Estado e surgiu uma oportunidade em Lisboa. Viveu em Portugal por uns dez meses. Com a Copa do Mundo de 1990 se aproximando, recebeu uma proposta de O Globo para fazer cobertura de futebol na Itália. Seria por um ano, mas o contrato acabou se estendendo por cinco. “Foi ótimo, fiquei lá, ganhando bem, viajando o mundo inteiro. Cobri Leste Europeu, Berlim, Oriente Médio...”, relembra. Além do jornal, também fazia produção para a TV.
 
Em 1994, O Globo o chamou de volta a São Paulo para editar Internacional, mas optou em ficar em Roma. Para continuar na Itália conseguiu um emprego na Editora Abril. Escrevia matérias para Veja, Placar, Capricho, revista de fofocas, até retornar, enfim, para o Brasil, em meados de 95, para assumir a editoria de Comportamento de Veja.
 
Passou pela revista da Abril, ficou na capital paulista até o lançamento de uma nova publicação da editora, a Viagem & Turismo, e então voltou ao Rio Grande do Sul. Lá atuou como editor-executivo de Zero Hora, cargo que ocupou por quatro anos.
 
Ganhou alguns prêmios jornalísticos por suas matérias publicadas em Zero Hora: Citibank, Icatu e Bovespa.
 
Em 1999, retornou a São Paulo para cursar o Máster de Jornalismo, onde conheceu o professor Carlos Soria, com quem teve grande afinidade (Soria é o presidente da Innovation Consulting Group, empresa na qual trabalha atualmente).
 
Voltou à RBS quando o grupo passava por um processo de transformação. Foi, então, designado para ser o representante das redações no estudo de um novo projeto estratégico. Um dos frutos desse plano foi o surgimento do portal ClicRBS (RS), do qual foi gerente de Conteúdo até setembro de 2001.
 
No período, foi crescendo a aproximação com a Innovation  Media Consulting, para a qual já havia realizado um trabalho como observador, em 1999, na Venezuela, e um projeto, no ano 2000, no México. A partir dali, viajou para muitos lugares diferentes, como a República Dominicana, a Ucrânia e a Grécia, por exemplo. Tornou-se especialista em interatividade e convergência, em ações realmente multimídia, o que não existia no Brasil.
 
Como diretor licenciado da Innovation Media Consulting no Brasil, Tessler foi para a Rede Bom Dia (SP), onde permaneceu à frente do grupo como diretor executivo até março de 2012, depois de um ano e meio no comando da rede de jornais.
 
Retomou como diretor para o Brasil do Innovation. Foi colunista do Terra Magazine, mas não é mais. Participou da criação da redação multimídia da Rede Gazeta (ES), integrada pelos jornais A Gazeta e Notícia Agora, portal Gazeta Online e rádio CBN Vitória, inaugurada em janeiro de 2014. O conceito físico visava melhorar o fluxo e a comunicação internos para facilitar a chegada do conteúdo à audiência, em qualquer plataforma. Em março daqiele ano, o Notícia Agora chegou às bancas de cara nova e mais conteúdo.
 
Comandou, a partir de 2015, uma série de mudanças em processos e fluxos dos veículos do Grupo Jaime Câmara, formado por 24 veículos de comunicação, sediados nos Estados de Goiás e Tocantins, além do Distrito Federal.
 
Segue atualizando seu blog Mídia Mundo.
 
Além dos trabalhos de consultoria, segue fazendo reportagens como free-lancer, para não perder a veia jornalística.
 
Continua com pretensões como cineasta, tem até alguns roteiros prontos, mas nenhum foi rodado. “Ainda”, adverte. Ele reconhece que deveria escrever um livro, já que não há muita bibliografia sobre interatividade e convergência, mas ainda não encontrou tempo. Tem feito, entretanto, muitas palestras sobre o assunto.
 
 
Atualizado em setenbro de 2016
 
Fontes:
Perfil no J&Cia/Imprensa Automotiva

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