APOIO

PUBLICIDADE

Veiculação Prêmio CNHI WEBER SHANDWICK Odebrecht
$('#fade').cycle();
6160

Home >> Perfil

Fernando Gabeira

Fernando Gabeira

Jornalista, escritor e político. Começou na atividade jornalística aos 17 anos. Passou por vários jornais. Personagem e narrador da luta contra a ditadura no Brasil, escreveu livros sobre a sua experiência e o exílio, além de outros temas. Conquistou um Prêmio Jabuti por seu primeiro livro, O que é isso companheiro? Foi eleito em 2014 entre os ‘TOP 50” dos '+Admirados Jornalistas Brasileiros'. Votação realizada por Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress. Reeleito em 2015 entre os 'TOP 100', ou seja, entre os jornalistas mais admirados do Brasil.

Fernando Paulo Nagle Gabeira nasceu em Juiz de Fora (MG), em 17 de fevereiro de 1941.
 
Iniciou-se na profissão trabalhando no Binômio, jornal semanal que revolucionou Minas Gerais entre 1952 e 1964 e cujo slogan era “Órgão quase independente”. Em Minas, paralelamente, passou por vários jornais e também pela revista Alterosa. Em 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ), indo atuar no Jornal do Brasil como redator. Lá trabalhava quando ingressou no movimento da luta armada contra a ditadura militar em 1968.
 
Participou do sequestro do embaixador Charles Elbrick, quando a Embaixada dos Estados Unidos ainda era no Rio de Janeiro, junto com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro, em 1969. Pouco depois da soltura dos presos políticos, exigência feita para liberação do embaixador americano, foi preso, torturado e, em 1970, trocado, com mais 44 pessoas, pelo embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, também sequestrado no Rio.
 
Exilado por quase dez anos, viveu na Argélia, Chile, França, Itália e Suécia. Em 1973, no Chile, testemunhou o golpe militar que derrubou Salvador Allende e que, depois, se tornaria tema de roteiro seu para a TV sueca. Trabalhou como jardineiro de cemitério, porteiro de hotel e condutor de metrô. Na Suécia, ainda trabalhou como repórter da rádio Suécia e estudou Antropologia na Universidade de Estocolmo.
 
Seu retorno ao Brasil começou a ser articulado através de uma entrevista ao Pasquim no final de 1978, que teve grande repercussão. Com a anistia aos exilados em 1979, voltou ao País e começou a trabalhar como jornalista nos jornais Zero Hora (RS) e Folha de S.Paulo (SP). Lançou, então, o livro O Que É Isso, Companheiro? (Codecri, 1979).
 
O livro é um relato autobiográfico de sua experiência na luta armada e no exílio e lhe rendeu um Prêmio Jabuti, na categoria Biografia, em 1980, e mais sucessivas reedições e uma versão cinematográfica, com direção de Bruno Barreto, que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998.
 
Em maio de 1980, estreou em Minas Gerais, junto com Klaus Vianna, o espetáculo de dança Onde tem fadas, tem bruxas. Lançou, então, uma série de livros: O crepúsculo do macho (Codecri, 1980), uma sequência de O Que É Isso...Entradas e Bandeiras (Codecri, 1981), que completou sua trilogia pessoal e onde aborda seu retorno ao Brasil, o abandono da ideologia marxista e uma nova visão de vida; Hóspede da Utopia (Nova Fronteira, 1981), no qual aprofunda seu novo posicionamento ideológico; Sinais de Vida no Planeta Minas (Nova Fronteira, 1982), no qual conta as lutas feministas contra a sociedade conservadora de Minas Gerais, através das biografias de cinco mulheres mineiras, entre elas Dona Beja e Ângela Diniz; Nós que Amávamos Tanto a Revolução (Rocco, 1985), um diálogo com Cohen Bendit, líder dos movimentos de maio de 1968 na França; Vida Alternativa – Uma revolução do dia a dia (L&PM, 1985), adaptação de uma conferência preparada para a Primeira Semana pela Paz, no final de 1984, em Juiz de Fora; Diário da Salvação do Mundo (Espaço e Tempo, 1987), uma visão da política para o século 21; Etc.& Tao, Crônicas de Fim de Século (L&PM, 1994); Navegação na Neblina (L&PM, 2006), baseado no Escândalo dos Sanguessugas e publicado com uma licença Creative Commons (que permite o compartilhamento da obra); e A Maconha (Publifolha, 2000), que foi relançado pela editora na série de livros Folha Explica, da Folha de S.Paulo.
 
A vida de Fernando Gabeira nunca esteve dissociada da política, mas foi em seu exílio na Europa que ele teve os primeiros contatos com o Movimento Verde, que começava a se organizar em países como a Alemanha. Após 1985, ele se aproximou da política partidária, adotando como bandeira a defesa dos direitos das minorias e do meio ambiente.
 
Embora tenha sido um dos fundadores do Partido Verde, foi pelo PT que se candidatou ao governo do Rio de Janeiro em 1986, tendo sido derrotado. Em 1988, escreveu para o Caderno D de O Dia (RJ). Em 1989, acompanhou como jornalista a queda do muro de Berlim. Como político, candidatou-se à Presidência da República, pelo PV, sem lograr êxito.
 
Em 1994, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro e era o único representante do PV no Congresso Nacional. Concorreu à reeleição por três vezes, 1998, 2002, e 2006, ano em que se reelegeu deputado federal com o maior número de votos na história das eleições cariocas.
 
Filiou-se ao PT, novamente, em 2001, depois de se desentender com a direção do PV fluminense. Ao discordar da política do PT em relação ao meio ambiente, desfiliou-se em 2003. Voltou ao PV em 2005. Em 2008 foi candidato à Prefeitura do Rio, perdendo por menos de 2% de votos para Eduardo Paes. Reassumiu sua vaga de deputado federal e passou a escrever a coluna Rio de Janeiro, na página 2, de Opinião, da Folha de S.Paulo, às sextas-feiras. Em 2010 disputou a eleição para o Governo do Estado do Rio e ficou em segundo lugar com pouco mais de 20% dos votos válidos.
 
Desde o início de 2011 passou a escrever quinzenalmente na seção Espaço Aberto (página 2 do Primeiro Caderno) de O Estado de S.Paulo. Em 2012, começou a fazer também reportagens especiais para o Diário do Comércio. O blog que tinha no Estadão foi desativado, mas continua com o seu site pessoal, que mantém desde 1994.
 
Também em 2012, estreou na tevê, participando do RJ Acontece, da Band Rio, em que comentava os principais assuntos do dia. Comandou, no canal Bandnews, o programa Capital Natural, discutindo os desafios para a implantação da sustentabilidade empresarial. 
 
Assina uma coluna semanal de variedades no jornal Metro Rio e participa do noticiário da manhã da rádio Band News FM, que é ancorado por Ricardo Boechat.

Em agosto de 2013 passou a comentar o quadro Que semana é essa?, no Jornal da CBN, sobre temas de repercussão no País e no mundo, no ar às 2as.feiras.
 
É primo da jornalista Leda Nagle. Tem duas filhas.
 

Com um programa especial na GloboNews que assina com o próprio nome Gabeira vai às ruas não apenas para trazer uma nova opinião, mas para saber como repercutem nas pessoas os últimos acontecimentos e a política, e como alteram suas vidas cotidianas. O programa semana estreou em setembro de 2013.

Foi eleito em 2014 entre os ‘TOP 50” dos '+Admirados Jornalistas Brasileiros'. Votação realizada por Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress. Reeleito em 2015 entre os 'TOP 100', ou seja, entre os jornalistas mais admirados do Brasil.

 
 
 
 
Atualizado em dezembro/2015 - Portal dos Jornalistas
Fontes:
Jornalistas&Cia - Edição 1028
Jornalistas&Cia - Ed. 911
http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticia/em-os-cem-mais-admirados-jornalistas-brasileiros%C2%A0-top-50-em

 

Fiat_Institucional
Arama
Curso para Jornalistas
Newswire
OPN Eventos
MT Viagens
Mais Premiados
Comunique-se
Doe Agora (Abrinq)