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Flávio Tavares

Flávio Tavares

Escritor de livros sobre a política brasileira e latino-americana na década de 50 e 60, é articulista de Zero Hora (RS). Foi correspondente de O Estado de S.Paulo no exterior durante o exílio. Ganhou dois prêmios Jabuti e um prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Lançou em 2013 o livro 'Meus 13 dias com Che Guevara'.

Flávio Freitas Hailliot Tavares nasceu em 12 de junho de 1934, em Lajeado (RS). Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).
 
Militante da esquerda estudantil e de organizações comunistas, foi eleito presidente da União Estadual de Estudantes e membro do Conselho da União Nacional de Estudantes, em Porto Alegre (RS), em 1954. Ingressou no Jornalismo após uma viagem à União Soviética e à China, em 1956: recebeu um convite para escrever uma série de reportagens sobre a viagem no semanário Hoje (RS). Ficou no jornal até 1958. Teve outra rápida passagem pelo jornal A Hora (RS).
 
Em 1959, passou a trabalhar na edição gaúcha do Última Hora. Firmou-se na profissão quando tornou-se comentarista político do jornal, em 1960, escrevendo também para as edições regionais do grupo. Em 1961, cobrindo a Conferência da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Punta del Leste (Uruguai), conheceu Ernesto Che Guevara (1928-1967), que era delegado de Cuba. Retrataria o Che em um ensaio fotográfico, anos mais tarde.
 
Ainda em 1961, viveu intensamente a chamada Campanha da Legalidade, que garantiu a posse de João Goulart na Presidência do Brasil. Chegou a escrever sua coluna para o UH direto dos portões do Palácio do Piratini e revezou-se entre Porto Alegre e Brasília. Enviado à Argentina, em 1962, anteviu o golpe militar que levaria José María Guido (1910-1975) a ser o único ditador civil da série de insurreições portenhas. Passou a morar em Brasília (DF) em janeiro de 1963, onde participou da fundação da Universidade de Brasília (UnB/DF).
 
Por suas posições políticas, foi preso logo após o golpe militar de 1964, mas solto logo depois. Entrou para o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR). Voltou a ser preso em 1967, acusado de ser o mentor de uma guerrilha no Triângulo Mineiro. Sete meses depois, recebeu um habeas-corpus e voltou a morar no Rio de Janeiro, assumindo a condição de editor-chefe do Última Hora. Com a decretação do Ai-5, entretanto, Samuel Wainer (1910-1980), publisher do grupo UH, decidiu que os dois deviam se afastar de seus cargos.
 
Participou de uma ação armada para libertar presos políticos na Penitenciária Lemos de Brito, no Rio de Janeiro (RJ), e voltou a ser preso em 1969. Foi torturado na prisão. Dela saiu como um dos presos políticos trocados pelo embaixador americano Carles Burke Elbrick (1908-1983), em setembro de 1969, e foi despatriado no México.
 
Durante o exílio, trabalhou inicialmente como tradutor e dublador de telenovelas. Algum tempo depois, foi contratado pelo jornal mexicano Excelsior, pertencente a uma cooperativa de trabalhadores. A partir de 1974, tornou-se correspondente da publicação em Buenos Aires (Argentina). Paralelamente, passou a escrever para o jornal O Estado de S.Paulo (SP), assinando as matérias sob o pseudônimo de Júlio Delgado.
 
Em 1977, foi ao Uruguai contratar um advogado para um colega do Excelsior que estava preso no país. Acabou sequestrado e torturado por militares dos órgãos de repressão uruguaios. Foi expulso do país 195 dias depois, graças a uma campanha de solidariedade internacional, e exilou-se em Lisboa (Portugal), onde continuou como correspondente do Excelsior e do Estadão. No período, trabalhou no projeto de um partido trabalhista com Leonel Brizola (1922-2004), que morava nos Estados Unidos mas tinha passaporte português, que viria a ser o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
 
Voltou para o Brasil com a anistia de 1979. Tornou-se editorialista político de O Estado de S.Paulo. Voltou, depois, a Buenos Aires, atuando desta vez como correspondente da Folha de S.Paulo.
 
É articulista dominical do jornal Zero Hora (RS).
 
Lançou os livros Memórias do Esquecimento (Globo, 1999) – que recebeu o Prêmio Jabuti 2000, na categoria Reportagem –, e O Dia em que Getúlio Matou Allende (Record, 2004) – vencedor do Prêmio da Apca 2004, na categoria Não Ficção, e o Prêmio Jabuti 2005, na categoria Reportagem e Biografia –, O Che Guevara que Conheci e Retratei (RBS, 2007) e 1961: O Golpe Derrotado (L&PM, 2012). Escreveu o roteiro do documentário O Dia Que Durou 21 Anos (2012), dirigido por seu filho, Camilo Tavares, exibido em três episódios na TV Brasil.
 
O livro Meus 13 dias com Che Guevara, de Flávio Tavares, foi lançado em 2013, pela  L&PM EDITORES, é um testemunho pessoal e raro acerca de Ernesto Che Guevara, um dos ícones do século XX, com o qual Flávio Tavares conviveu durante treze dias, na Conferência Interamericana de 1961, em Punta del Este.

Na obra estão os relatos dessa convivência e o registro desse período, a partir de fotos inéditas em que o jornalista se une ao fotógrafo improvisado em busca do documento humano. As fotos falam por si só - no olhar, nos esgares, na aflição da asma ou na intimidade com a família, na última ceia, que jamais se repetiu. Com novos textos e novas fotos, esta edição amplia a anterior (de 2007, com o título de 'O Che Guevara que conheci e retratei') e toca num tema tabu, que nem os biógrafos do Che abordam - por que ele saiu de Cuba? Por que se imolou na Bolívia? Sem ser uma biografia, este livro leva a compreender Ernesto Che Guevara em seu pensamento e na sua ação. Na vida e, até mesmo, naquilo que o levou à morte.

 
Tavares vive e trabalha em Búzios (RJ). É professor aposentado da UnB. Sua filha, Isabela, é fotojornalista.
 
 
Atualizado em março/2014 - Portal dos Jornalistas
Fontes:
 

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