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Flávio Tiné

Flávio Tiné

Veio de Recife para São Paulo, escapando das perseguições advindas do golpe militar de 1964. Trabalhou na Editora Abril, em O Estado de São Paulo e no Diário do Grande ABC, antes de assumir a assessoria do Hospital das Clínicas. Blogueiro, escreve para o Jornal do Commercio e para as revistas Caruaru Hoje e Medicina Social

Flávio Tiné nasceu em Gravatá (PE), em 1937. É formado em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), mas nunca exerceu a profissão.

Filho de seu Dedé e dona Nita, teve dez irmãos e, por isso, desde cedo tratou de ganhar a vida. Foi balconista de farmácia e de loja de tecidos, bilheteiro de cinema e datilógrafo de cartório em sua cidade natal. Em 1958, foi para Recife, trabalhar como bancário.

Leitor voraz de tudo o que lhe chegava às mãos, chamou a atenção dos líderes da categoria e acabou como secretário de redação do Jornal do Bancário (PE), que circulava entre os colegas. Realizou, enfim, o sonho de trabalhar na imprensa em 1962, quando entrou para a redação do jornal Última Hora (PE), aprendendo a profissão com Milton Coelho da Graça, Múcio Borges da Fonseca e Eurico Andrade, entre outros.

Em 1964, passou a trabalhar também como assessor de imprensa da Prefeitura Municipal do Recife, então comandada por Pelópidas da Silveira (1915-2008). Foi preso no dia 2 de abril, logo após o golpe militar, junto com o prefeito, o governador Miguel Arraes (1916-2005) e a maioria dos funcionários do Última Hora. Um mês depois, foi liberado.

Sem clima em Pernambuco, veio para São Paulo, trabalhando inicialmente na Editora Abril, por nove anos. Passou depois pelo jornal O Estado de S. Paulo, onde ficou por cinco anos, pelo Diário do Grande ABC e por outros órgãos de imprensa. Ocupou, também, o cargo de assessor de comunicação social no Unibanco e na Siemens.

Em 1983, rompeu uma tradição de 40 anos: foi convidado para assumir a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/Fmusp), que não previa, até então, a presença de jornalistas entre seus funcionários. Trabalhou no hospital por vinte e um anos, ganhando o respeito de médicos e repórteres.

Desde 2004, quando obteve a aposentadoria, passou a colaborar com a revista Medicina Social, da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), com o Jornal do Commercio (PE) e com a revista Caruaru Hoje. Blogueiro, escreve sobre os mais variados assuntos no Privilégios Paulistanos e no Blog do Tiné. Integra a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Foi casado durante dez anos, tem dois filhos e seis netos. É autor de três livros: Pois não, Doutor!!! (Vertente, 2000), sobre os bastidores do HC, o maior hospital do Brasil; Viver Tem Remédio (Komedi, 2000), coletânea de crônicas, nas quais reflete sobre temas como a política, a violência, o descaso com a saúde pública e a relação das pessoas na metrópole, e As Boas Lembranças da Luta (Tiné, 2006), em que repassa acontecimentos ligados a efêmeras atividades políticas. 


Atualizado em novembro de 2011.
Fontes:
Informações fornecidas pelo jornalista

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