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Geneton Moraes Neto

Geneton Moraes Neto

Jornalista, escritor, cineasta e blogueiro, sempre foi um apaixonado pela reportagem. Conquistou o Prêmio Imprensa Embratel 2010 por uma série de entrevistas exibidas na GloboNews com ex-generais da ditadura. Foi eleito para o Top 50 entre Os +Admirados Jornalistas Brasileiros 2015.

(Recife/PE, 13 de julho de 1956 – Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2016)
 
Geneton Moraes Neto nasceu em Recife (PE), em 13 de julho de 1956. Formou-se na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), de Recife (PE), em 1977.
 
Seu primeiro texto foi publicado quando ele tinha 13 anos no suplemento infantil do Diário de Pernambuco (PE). Começou a trabalhar como repórter do mesmo jornal em 1972. Na época, sua mãe precisou assinar uma autorização especial para que ele, então com 16 anos, trabalhasse na redação.  Entre 1975 e 1980, foi repórter da sucursal Nordeste do jornal O Estado de S.Paulo (SP). No final desse período, passou uma temporada em Paris (França), trabalhando com serviços gerais e fazendo curso de Cinema na Sorbonne.
 
Entrou na TV Globo Nordeste (PE) em 1981, onde trabalhou como repórter e editor. Em 1984, outra temporada europeia, dessa vez como editor freeelancer no escritório da Rede Globo (RJ) em Londres (Inglaterra). Mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ) em 1985 para ser editor do RJTV. Em maio de 1986, tornou-se editor-executivo do Jornal da Globo. Em outubro, assumiu o posto de editor-chefe interino do telejornal, para cobrir a ausência temporária de Jefferson Barros, deslocado, também temporariamente, para o Jornal Nacional. Em dezembro, foi demitido da TV Globo junto com outros profissionais que aderiram à greve geral de jornalistas.
 
Fora da Globo, passou o ano seguinte na Europa, fazendo matérias por conta própria para vender aos veículos brasileiros. Foi nesse período que entrevistou Rubem Fonseca e Carlos Drummond de Andrade (1902–1987), dois autores conhecidos por sua aversão à mídia. De volta à Globo em 1988, trabalhou na edição do programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios, do Jornal Nacional e do humorístico Dóris para Maiores. Três anos mais tarde foi para o Fantástico. Como repórter, entrevistou, em uma penitenciária de segurança máxima nos Estados Unidos, James Earl Ray (1928-1998), o assassino de Martin Luther King (1929–1968). Em 1993 passou a ser editor-chefe do programa.
 
Em 1995, novamente em Londres, dividiu a chefia do escritório da TV Globo na Inglaterra com Ernesto Rodrigues. Paralelamente, trabalhou como correspondente do jornal O Globo (RJ). Ainda em 1995, atuou como produtor do programa de entrevistas Milênio, da Globo News (RJ). Retornou ao Brasil em 1998, quando fez parte da equipe do programa Muvuca, comandado por Regina Casé. Em setembro do mesmo ano, voltou a ocupar o cargo de editor-chefe do Fantástico.
 
Produziu, em 2005, a série O Dossiê Brasília: Os segredos dos presidentes, com trechos de entrevistas que realizou com os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco (1930–2011) e Fernando Henrique Cardoso. A série foi veiculada no Fantástico e, depois, como especial da GloboNews, tendo se transformado em livro, publicado no mesmo ano. Em 2006, ele abriu mão do posto de editor do Fantástico e passou a se dedicar exclusivamente à reportagem. Lançou o blog Dôssie Geral: O blog das confissões, alocado no portal G!, em agosto de 2009.
 
Ganhou o Prêmio Imprensa Embratel 2010, categoria Televisão, com as entrevistas com os generais Newton Cruz e Leônidas Pires Gonçalves (1921–2015), exibidas no programa Dossiê GloboNews. Também em 2010, dirigiu o documentário As Canções do Exílio: Uma labareda que lambeu tudo, exibido no Canal Brasil (RJ), com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé, sobre o período em que viveram em Londres. Em 2011, o filme foi um dos onze finalistas do Prêmio Lentes de Cristal, em Nova York (veja trailer).
 
Publicou vários livros, entre eles, Caderno de Confissões Brasileiras: Dez depoimentos, palavra por palavra (Comunicarte, 1983); Cartas ao Planeta Brasil (Revan, 1988); Hitler-Stalin, o Pacto Maldito (Editora Record, 1990) e Nitroglicerina Pura (Record, 1992), em parceria com Joel Silveira (1928–2007); Dossiê Drummond (Globo, 1994 e 2007); Dossiê Brasil: As histórias por trás da história recente do Brasil (Objetiva, 1997); Dossiê 50: Onze jogadores revelam segredos da maior tragédia do futebol brasileiro (Objetiva, 2000); Dossiê Moscou: Um repórter brasileiro acompanha, em Moscou, o desfecho da mais fascinante reviravolta política do século XX: O dia em que começou a busca por uma nova utopia (Geração Editorial, 2004); Dossiê Brasília: os segredos dos presidentes (Globo, 2005);  Dossiê História (Globo, 2007), no qual faz um apanhado das entrevistas de sua carreira com personagens importantes da história; e Dossiê Gabeira: O filme que nunca foi feito (Globo, 2009). Foi organizador de O Livro das Grandes Reportagens: Os bastidores de encontros com personagens inesquecíveis (Globo, 2006) e de Joel Silveira: Diário do último dinossauro (Travessa dos Editores, 2004). Também participou de Ciro Gomes no País dos Conflitos (Revan, 1994) e Grandes Entrevistas do Milênio (Globo, 2009).
 
Colaborou na edição especial de Jornalistas&Cia de 7 de abril de 2011, em homenagem ao Dia do Jornalista. Postou na apresentação de sua página no twitter: “Quando entrevista um personagem, faz, a si mesmo, a pergunta sugerida por um editor inglês: 'Por que será que estes bastardos estão mentindo para mim?'. É a fórmula ideal do Jornalismo”. Em entrevista a Alberto Dines para o programa Observatório da Imprensa da TV Brasil (RJ), afirmou que “a curiosidade é a sua mola impulsora na busca de novos temas”. Uma verdadeira aula de jornalismo.
 
Participou da criação do programa Encontro com Fátima Bernardes, em meados de 2012. Dirigiu e lançou em janeiro de 2013 o primeiro documentário produzido pela GloboNews, intitulado Garrafas ao Mar: A víbora manda lembranças, tendo como tema o jornalista José Silveira, a Víbora, apelido que recebeu de Assis Chateaubriand (1892-1968). Foi entrevistado para o documentário O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado, exibido em 2014 durante Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
 
Esteve entre os eleitos para o Top 50 no ranking de Os +Admirados Jornalistas Brasileiros 2015, conforme apuração do Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress. Confessou-se surpreso por estar na lista, afirmou viver em crise permanente com a profissão e agradeceu sinceramente a todos que o sufragaram.
 
Faleceu no dia 22 de agosto de 2016, no Rio de Janeiro, aos 60 anos, após sofrer um aneurisma na aorta. Seu corpo foi enterrado no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju.
 
 
Atualizado em fevereiro de 2017
 
Fontes:

Fiat_Institucional
Arama
Curso para Jornalistas
Newswire
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