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Helle Alves

Helle Alves

Jornalista pioneira na Imprensa Brasileira, lançou em 2012 o livro autobiográfico "Eu Vi", no qual conta 75 anos da História do Brasil e do Jornalismo Brasileiro

Helle Alves nasceu no dia 7 de dezembro de 1926, em Itanhandu (MG). Viveu na cidadezinha até sete anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro (RJ) e após a morte do pai, um poeta, migrou para São Paulo (SP), onde começou a trabalhar aos 15 anos. Reside em Santos (SP), no litoral paulista, há mais de 20 anos.
 
O primeiro emprego no jornalismo foi no Semanário Radiolar, para onde se dirigia à tarde, depois de trabalhar pela manhã no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários. Cursava à noite o Ensino Médio. Nos fins-de-semana de folga, colhia assinaturas nas ruas para a campanha O Petróleo é Nosso.
 
Aos 18 anos, entrou para a Faculdade de Sociologia Álvares Penteado. Era uma faculdade gratuita, americana, que pregava a aceitação dos Estados Unidos e as provas eram feitas em língua Inglesa. Desistiu dela no final do primeiro ano. Em 1959 iniciou sua carreira nos Diários Associados, onde foi proibida de cobrir Polícia e Esporte – "privilégio do Clube do Bolinha" – e conheceu Assis Chateaubriand (1892-1968), o Chatô.
 
Lançou o livro Eu vi (Nhambiquara, 2012), autobiografia em que rememora sua carreira nos Diários Associados. Entre outras coberturas, recorda o furo de reportagem sobre a morte de Che Guevara (1928-1967) na Bolívia, em 9 de outubro de 1967. Cobria o julgamento do jornalista francês Régis Debray, acusado de participar da guerrilha, quando um militar do país, quase por acaso, lhe afirmou que “o pássaro grande” tinha sido morto e estava em uma cidade vizinha. Quando chegou em Valle Grande, pôde constatar que o guerrilheiro tinha acabado de morrer a tiros. Estava acompanhada do fotógrafo Antônio Moura e do cinegrafista Walter Gianello, que fizeram as imagens do corpo e passaram a informação por telegrama para o Brasil. Na época, foi processada pelo exército boliviano, porque não queriam que a morte de Guevara fosse noticiada naquele momento.
 
Como repórter, entrevistou ainda Pablo Neruda (1904-1973), Chico Xavier (1910-2002), Chico Buarque de Holanda, a rainha Elizabeth da Inglaterra e várias outras personalidades, mas não chegou a entrevistar o personagem principal da melhor reportagem da sua vida e pela qual ficou mais conhecida: Che Guevara. Deixou os Diários Associados na década de 70. Nessa década foi atuar como assessora parlamentar de redação para vários políticos. Ficou dez anos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, de onde saiu para retornar ao jornalismo diário.
 
Conheceu Juscelino Kubitschek (1902-1976), político que descreveu como pessoa carismática: “Era quase impossível de resistir ao fascínio que JK irradiava”. Conviveu com o ainda parlamentar Jânio Quadros (1917-1992), um “homem de palanque”, bem preparado culturalmente e de gosto simples: “Comia arroz com dois ovos fritos quase todos os dias no restaurante da Assembleia.” Dedicou, no livro, também capítulos para descrever os “Anos de Chumbo – Ditadura”, "O momento e a Imprensa" e a “Misteriosa morte de Castelo Branco (1897-1967)”.
 
Continuou a sua luta, mesmo depois de completar 70 anos. Foi presidente do Centro Regional do Idoso de Santos e viajou três vezes a Brasília (DF) para debater sobre o Estatuto do Idoso. A aprovação do Estatuto foi considerada uma conquista por ela e por vários integrantes do Centro Regional, que juntos conseguiram arrecadar cerca de 10 mil assinaturas no abaixo-assinado entregue aos governantes.
 
Em 2013, passou a escrever eventualmente para alguns veículos santistas. Mantém no Diário do Litoral uma coluna sobre a Terceira Idade, deixando bem claro que não abandona a luta pelos idosos. Dá aulas de Comunicação e Criatividade pela Prefeitura do Município de Santos, especialmente para idosos. “Tenho este curso há 13 anos. As pessoas, geralmente, chegam a ele com depressão ou porque perderam o marido ou por alguma razão, solidão... e a gente faz a integração”. Com essas aulas, surgiram três livros que ela escreveu em conjunto com os alunos: Memória do Século (Dos Autores, 2000), Envelhecer Não Dói (Dos Autores, 2000) e A Hora e a Vez da Terceira Idade (Independente, 2002).
 
Também lançou o livro de poesias Paisagem de Pedra (Clube de Poesia, 1962) e a autobiografia Eu vi (Nhambiquara).
 
Já conheceu 40 países e viveu 75 anos da História do Jornalismo e do Brasil.
 
 
Atualizado em abril/2013 – Portal dos Jornalistas
Fontes:
Jornalistas&Cia – Edição 891
Livro Eu Vi (Nhambiquara, 2012)
 

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