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Lêdo Ivo

Lêdo Ivo

Jornalista, romancista, contista, cronista, poeta, tradutor e ensaísta. Atuou nas revistas Manchete, O Cruzeiro e A Cigarra e nos jornais Tribuna da Imprensa, O Estado de S.Paulo e Correio da Manhã. Colaborou com diversos suplementos literários.

Lêdo Ivo nasceu no dia 18 de fevereiro de 1924, em Maceió (AL). Formou-se advogado pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil Rio de Janeiro (RJ), em 1949, mas nunca exerceu a profissão. Faleceu em 23 de dezembro de 2012, em Sevilha (Espanha).

Participou do I Congresso de Poesia do Recife (PE) em 1941, um ano depois de mudar-se de Maceió para a capital pernambucana, onde de fato ocorreu sua primeira formação cultural e o início de sua atuação jornalística. A partir de 1943, no Rio de Janeiro (RJ), passou a colaborar em suplementos literários e a trabalhar na imprensa do então Distrito Federal, como jornalista profissional. Foi redator da Tribuna da Imprensa, colaborador de O Estado de S.Paulo e editorialista do Correio da Manhã. Passou pelas redações das revistas O Cruzeiro, A Cigarra e Manchete.

Estreou na literatura em 1944 com o livro de poesias As Imaginações (Pongetti, 1944). No ano seguinte publicou Ode e Elegia (Pongetti, 1945), distinguido com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1947, estreou no romance com As Alianças (Agir, 1947), que conquistou o Prêmio de Romance da Fundação Graça Aranha. Dois anos depois, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP), pronunciou a conferência A Geração de 1945, colocando-a como um movimento de reação estética ao clima considerado demolidor e anarquista da primeira fase do Modernismo e reivindicando uma volta à disciplina e à ordem.

Foi morar em Paris no início de 1953, visitando vários países europeus no período. Voltou ao País em fins de 1954, reiniciando suas atividades jornalísticas na revista O Cruzeiro e A Cigarra. Com as crônicas reunidas no livro A Cidade e os Dias (O Cruzeiro, 1957) venceu o Prêmio Carlos de Laet, da ABL. Logo, passaria a atuar na revista Manchete, inicialmente como colaborador, com reportagens e crônicas, passando depois a redator da publicação. Passaria dois meses viajando pelos Estados Unidos em 1963, pronunciando palestras em universidades a convite do governo americano.

Seu livro de poesias Finisterra (José Olympio, 1972) ganhou o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa 1973, promovido pelo Pen Clube do Brasil, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Casimiro de Abreu, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. No mesmo ano, com o romance Ninho de Cobras (José Olympio, 1973), conquistou o Prêmio Walmap. Como memorialista, venceu o Prêmio de Memória da Fundação Cultural do Distrito Federal por Confissões de Um Poeta (Difusão Européia do Livro, 1979).

Pelo conjunto de suas obras, recebeu o Prêmio Mário de Andrade, conferido pela Academia Brasiliense de Letras, em 1982. Pelos ensaios de A Ética da Aventura (Francisco Alves, 1982), ganhou o Prêmio Nacional de Ensaio do Instituto Nacional do Livro 1983. Foi distinguido para o Prêmio Homenagem à Cultura 1986, da Nestlé, e eleito o Intelectual do Ano de 1990, recebendo o Troféu Juca Pato. Venceria, ainda, o Prêmio Cassiano Ricardo 1996, do Clube de Poesia de São Paulo, pelo livro Curral de Peixe (Topbooks, 1995), e o Prêmio Golfinho de Ouro 2004, outorgado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, pelo conjunto da obra.

No plano internacional, recebeu o Prêmio de Poesia del Mundo Latino Victor Sandoval 2008, no México, o Prêmio de Literatura Brasileira da Casa de las Américas 2009, em Cuba, e o Prêmio Rosália de Castro 2010, do Pen Clube da Galícia, na Espanha.

Foi traduzido para o espanhol, inglês, francês, holandês, dinamarquês e italiano. Por sua vez, foi tradutor de Jane Austen (A Abadia de Northanger, Pan-Americana, 1944), Guy de Maupassant (Nosso Coração, Martins, 1953), Jean-Artur Rimbaud (Uma Temporada no Inferno e Iluminações, Civilização Brasileira, 1957), Fiodor M. Dostoievski (O Adolescente, José Olympio, 1960) e Albrecht Goes (O Holocausto, Agir, 1960).

Depois de algumas tentativas de entrar para a ABL, foi eleito como o quinto ocupante da cadeira nº 10 da entidade em 13 de novembro de 1986. Também foi sócio efetivo da Academia Alagoana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, sócio honorário da Academia Petropolitana de Letras, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e membro do Pen Clube Internacional, sediado em Paris.

Recebeu a Ordem do Mérito dos Palmares, no grau de Grã-Cruz, a Ordem do Mérito Militar, no grau de Oficial, a Ordem do Rio Branco, no grau de Comendador, a Medalha Manuel Bandeira e os títulos de Cidadão Honorário de Penedo (AL), de Grande Benemérito do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Alagoas.

Desde 2010, o Museu Palácio Floriano Peixoto, antiga sede do governo alagoano, abriga o Memorial Lêdo Ivo, com informações sobre a vida e a obra do jornalista e escritor.


Atualizado em dezembro de 2012
Fontes:

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