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Léo Batista

Léo Batista

Um dos mais antigos apresentadores da Globo. Passou por emissoras de rádio do interior de São Paulo, fez carreira na rádio Globo e, depois, firmou-se na televisão. Trabalhou na TV Rio, na TV Excelsior e ingressou na TV Globo em 1970. Redator, apresentador e comentarista, participou de quase todos os jornalísticos da emissora e se consagrou na área de Esportes

João Batista Belinazzo Neto nasceu em 22 de julho de 1932 em Cordeirópolis (SP). Deixou o estudo para trabalhar como garçom em uma pensão montada pelo pai. Tomou contato com um microfone aos 15 anos, em 1947, quando um primo o convidou para transmitir as notícias da cidade no serviço de alto-falantes que acabara de inaugurar em Cordeirópolis.

Seis meses depois, fez um teste na recém-inaugurada rádio Clube de Birigui e foi contratado. Transmitiu partidas de futebol, Parada de 7 de Setembro e programas de auditório, entre eles o Clube da Alegria, que contou com a presença de Hebe Camargo na festa do primeiro aniversário da emissora.

Teve ainda uma breve passagem pela rádio Difusora de Piracicaba e, em 1951, transferiu-se para o Rio de Janeiro (RJ), junto com Walter Goulart (o Santo Cristo), artilheiro do XV de Piracicaba que, depois, viria a jogar em quase todos os times cariocas.

Por indicações de conhecidos, alguns deles amigos de Walter Goulart, chegou à rádio Globo e pediu uma oportunidade a Raul Brunini. Passou por um concurso para uma vaga de redator no noticiário e foi contratado.

Da redação para o campo, conseguiu convencer seus chefes a ouvirem uma gravação que havia feito e, assim, foi escalado para transmitir um jogo preliminar de domingo, no Maracanã. Quando foi apresentado como o mais jovem locutor contratado da rádio Globo, Luiz Mendes, o locutor oficial, teve dificuldade para pronunciar o nome que vinha adotando até então: Belinazzo Neto.
 
Aconselhado a adotar um nome artístico, inspirou-se no nome da irmã, Leonilda, e dele extraiu o Léo que, junto ao seu segundo nome de batismo, deu origem a Léo Batista.
 
Nesse período do rádio, dois fatos marcaram sua carreira: transmitiu o primeiro jogo de Garrincha, em 1953, entre Botafogo e Bonsucesso; e foi o primeiro locutor a transmitir a morte de Getúlio Vargas, em uma edição extraordinária do programa Globo no Ar.
 
Em 1955, trocou o rádio pela televisão. Seguiu os passos de Luiz Mendes, convidado para formar uma equipe esportiva na recém-inaugurada TV Rio. Em entrevista a José Reinaldo Marques, em julho de 2007, para o informativo ABI Online, ele relembrou: “Entrei para o canal para cobrir Esportes e fui apresentador do programa de boxe, do qual o Mendes era locutor. Mas a minha paixão era fazer um noticiário. O primeiro horário que me deram foram cinco minutos. Nem máquina de escrever eu tinha. Consegui uma Olivetti com um japonês que tinha um negócio perto da minha casa, no Catete, e até hoje guardo essa máquina como um troféu. Para usar um telefone e apurar as matérias, pedi ao Mendes para puxar uma extensão do ramal dele. Assim, sozinho, comecei a fazer o Informativo 13, que era patrocinado pela Panair do Brasil”.
 
Outros patrocinadores sucederam a Panair até o lançamento do Telejornal Pirelli, que concorria com o Repórter Esso e que ficou no ar, sob o seu comando, durante 13 anos. O próprio Heron Domingues (ex-Repórter Esso) chegou a fazer dupla com Léo Batista, já nos últimos tempos do telejornal.
 
Após uma passagem pela TV Excelsior, ingressou na TV Globo em 1970, através da indicação de Walter Clark, com quem já havia trabalhado na TV Rio. Desde então, participou de vários programas jornalísticos, com destaque para a área esportiva, ora como apresentador, ora como comentarista, ora como âncora. Em sua carreira também atuou como dublador.
 
Jornal Hoje, Jornal Nacional, Fantástico, Globo Esporte, Esporte Espetacular e Globo Rural estão entre os programas que sempre contaram com a participação de Léo Batista.
 
Desde os áureos tempos da rádio Difusora de Piracicaba, pela qual ele tentou transmitir a Copa de 1950 no Maracanã, e não conseguiu, pela precariedade dos recursos técnicos da época, ele já transmitiu e participou dos mais importantes eventos esportivos nacionais e internacionais.
 
Com a substituição de apresentadores e comentaristas no time de Esportes da Rede Globo, passou a apresentar a edição carioca do Globo Esporte aos sábados. Nos bastidores, frequentemente empresta sua voz inconfundível para a narração de especiais.
 
Em novembro de 2011, aos 79 anos, recebeu a Medalha João Pacífico da Câmara Municipal de Cordeirópolis, em um reconhecimento público pelo seu trabalho.


Última atualização: 01/2012 - Portal dos Jornalistas
Fontes:

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Arama
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