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Leslie Leitão

Leslie Leitão

Repórter investigativo da revista Veja, foi um dos autores do livro ‘Indefensável - o goleiro Bruno e a história da morte de Eliza Samudio’. Antes passou pela equipe do Lance!, quando ainda escrevia sobre esporte, depois pelos jornais Extra e O Dia.

Leslie Barreira Leitão é formado em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro. Começou a carreira profissional como jornalista esportivo, aos 23 anos, na equipe do Lance!.

Com o tempo se especializou em assuntos que cruzavam o esporte com o crime. Com o sucesso de suas matérias de denúncias passou a editoria policial. Leslie se transferiu então para os jornais Extra e, depois, O Dia.

Para atuar com novo público informante - as fontes passaram a ser policiais, políticos e traficantes - o visual mudou. O repórter, que antes usava roupas comuns e adotou colete a prova de balas para acompanhar tiroteios em favelas.

O modo de abordar os entrevistados também, segundo ele “se pegarem uma ligação minha com um traficante, não vão entender nada. Eu uso todas as gírias deles. Às vezes tenho até que tomar cuidado para não derrapar no português, porque quanto mais eu usar o linguajar deles, melhor”.

Leslie passou a usar microfones e câmeras escondidas no trabalho jornalístico, e contou que sua vida pessoal se tornou mais vulnerável, sofrendo ameaças e processos.

Sobre o assunto Leslie deu um depoimento em palestra que fez na PUC/Rio em setembro de 2013: “Eu sinto muito medo das ameaças. Acho que o medo me faz ser mais cauteloso ao apurar. Sobre a questão de segurança após ameaças, acho que não adianta muito. Quem quer se vingar espera para matar. Por isso, não posso parar de viver. Tenho que continuar a minha vida e o meu trabalho sem pensar nas ameaças”.

Entre suas principais reportagens nas áreas de esportes, onde por oito anos acompanhou os casos, estão os do ex-dirigente do Vasco Eurico Miranda, do ex-goleiro Bruno e do ex-jogador Adriano.

A reportagem que teve mais destaque foi Eurico Miranda e a caixa preta do futebol, publicada pelo Extra, que concorreu ao prêmio Esso, em 2001.

Com André Hippertt, Alexandre Freeland, Ana Miguez, Leslie Leitão, com o trabalho Faroeste Carioca, publicado no jornal O DIA, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo em 2010. Ele foi ainda finalista ao Prêmio Esso, categoria regional 3, em 2007, com o trabalho Memórias do cárcere, publicado no jornal O DIA.

Depois pela Veja, foi um dos autores da reportagem As viagens de Cabral com o helicóptero oficial, que levou a abertura de investigação e a mudanças de hábitos na rotina do governador, que se comprometeu a não mais usar o equipamento em viagens pessoais.

Outro tema que teve espaço na palestra foi o jornalismo em um cenário digital. Para o repórter, as tecnologias mudaram o cotidiano das pessoas e, por isso, a mídia tradicional tem que se adaptar: “Os jornais têm que mudar. Acho até que eles estão meio perdidos com tantas tecnologias novas. O maior exemplo disso para mim é a dúvida de editores de dar o furo no on-line ou no impresso”.

Leslie foi um dos autores do livro Indefensável - o Goleiro Bruno e A História da Morte de Eliza Samudio sobre o caso Bruno, escrito por ele em parceria com os também jornalistas Paulo Carvalho e Paula Sarapu. O livro destinado a muita polêmica e grande imprensa, foi escrito como thriller policial, disseca a macabra trama - planejada e calculada com rara frieza pelo então maior goleiro do Brasil, Bruno, do Flamengo - que resultaria na morte da jovem Eliza Samudio, em junho de 2010. Lançado pela editora Record em 2014 em pouco tempo alcançou grande sucesso de vendagem em todo o país, trazendo à tona muitos aspectos pouco conhecidos do episódio.

Os três jornalistas que assinaram a obra acompanharam o caso desde o início. Trabalhavam em veículos concorrentes na época do assassinato, em outubro de 2009. Paulo Carvalho trabalhava no Extra do Rio de Janeiro e foi o jornalista que gravou o vídeo profético em que Eliza denuncia o ex-atleta. Com a proximidade, passou a ser seu confidente. Leslie trabalhava no Jornal O Dia, também do Rio, com Paula e descobriu o desaparecimento da modelo, nove meses depois. Embora tenha sido o último a entrar no caso, foi para ele que a delegada Alessandra Wilke afirmou que Eliza estava morta e que Bruno era o principal suspeito, um furo nacional.

 

 

Atualizado em setembro/2014 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://veja.abril.com.br/

http://www.agenciareporterdigital.com.br/home.php?Digital=lermateria&materia=2872#.VBmBBZRdVps

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Jornal/Campus/Reporter-conta-bastidores-do-jornalismo-policial-23124.html#.VBmdPpRdVps

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