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Marcos Uchôa

Marcos Uchôa

Iniciou sua carreira na TV Manchete, pela qual cobriu os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Transferiu-se para a TV Globo em 1987, onde passou a produzir matérias para o Globo Esporte e Esporte Espetacular. Anos depois, se tornaria correspondente internacional

Marcos Uchôa Cavalcanti nasceu em 1º de julho de 1958, no Rio de Janeiro (RJ). Filho do sociólogo Pedro Celso Uchoa Cavalcanti Neto, exilado durante o regime militar, e de Norma Uchoa Cavalcanti, quando garoto viajava para encontrar o pai em diversos países: Itália, França, Polônia, Portugal e Estados Unidos. Aprendeu inglês, francês, italiano e russo – a experiência internacional e o conhecimento de línguas seriam fatores decisivos em sua carreira.
 
Cursou um ano de Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ) e dois de Medicina na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj/RJ). Formou-se em Jornalismo, na Faculdade Hélio Alonso (Facha/RJ), em 1984. Antes de começar a carreira jornalística, trabalhou no serviço de quarto do Sheraton Rio, na alfândega do Aeroporto Internacional do Galeão e na Air France.
 
Começou em 1983 na TV Manchete, então recém-fundada no Rio de Janeiro, sem deixar o emprego de aeroportuário. Foi estagiário e depois repórter contratado da editoria de Esportes. Mesmo com pouquíssimo tempo de casa e de formado, foi enviado para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984. Viajou também para a Copa do Mundo de Futebol do México 1986, escalado para cobrir a seleção da França – que acabaria eliminando o Brasil nas quartas-de-final. Deixou a Manchete no final daquele ano.
 
Em janeiro de 1987, quando cogitava largar o Jornalismo e trabalhar apenas na companhia aérea, foi chamado para cobrir férias de uma colega na TV Globo, também na editoria de Esportes. Foi contratado logo em seguida, para substituir o então repórter Luiz Fernando Lima, promovido a chefe de Redação. A partir de então, produziu matérias tanto para o Globo Esporte quanto para o Esporte Espetacular. Nessa época, conviveu com Tino Marcos, Raul Quadros, Paulo Lima, Denise Lilenbaum e Telmo Zanini, além dos cinegrafistas Cleber Schettini, Márcio Torres, Álvaro Sant’Anna e Daniel Andrade.
 
Em 1988, integrou a equipe enviada para cobrir os Jogos Olímpicos de Seul. Também participou das coberturas dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992, de Atlanta 1996, e de Sydney 2000. Voltou a participar da cobertura de uma Copa do Mundo, em 1990, desta vez a partir do Brasil. Naquele ano, também atuou em reportagens de Política Nacional, como as eleições para governador do Acre.
 
Em 1993, chegou a receber um convite para trabalhar no Fantástico, mas não foi liberado pela editoria de Esportes. No ano seguinte, foi enviado para cobrir a Copa do Mundo dos Estados Unidos, com a responsabilidade de ficar no país depois da competição como correspondente da Globo em Nova York. No entanto, a emissora cancelou o projeto por questões financeiras e ele voltou para o Brasil.
 
Teve sua primeira experiência como correspondente internacional em janeiro de 1996, quando substituiu Roberto Cabrini no escritório da TV Globo em Londres. Passou a cobrir todos os eventos esportivos que aconteciam na Europa, África, Ásia e mesmo nos EUA, principalmente as corridas de Fórmula-1. Acompanhou, ainda, a Copa do Mundo de Futebol da França 1998. No mesmo ano, pediu demissão da Globo para dar atenção à família. Ficou um ano e meio sem trabalhar, morando em Londres com a mulher e os três filhos.
 
Voltou para a Globo em janeiro de 2000, mais uma vez como correspondente em Londres, ao lado dos repórteres Ernesto Paglia, Sandra Annenberg e Marcos Losekann. Nessa nova fase, deixou de acompanhar a Fórmula-1 e passou a cobrir outros assuntos além de Esportes. Na Globo News, apresentou o programa Sem Fronteiras, que abordava temas internacionais, junto com Jorge Pontual, William Waack e Sônia Bridi. Também participou do telejornal Bom Dia Brasil, chegando inclusive a assinar uma coluna semanal. Como repórter especial, faz matérias no Brasil e exterior para o Jornal Nacional e para outros telejornais da TV Globo.
 
A partir de 2001, pode se especializar na produção de séries especiais. Viajou para a Rússia para mostrar como estava o país dez anos depois do fim do comunismo. Esteve em Nova York logo após o atentado às Torres Gêmeas. Passou por vários países do Oriente Médio, mostrando o outro lado do que, então se previa, seria o início de novos conflitos internacionais na região.
 
Foi pioneiro na utilização da Internet e do kit correspondente para transmitir informações para a tevê. Cobriu, junto com o cinegrafista Sergio Gilz, a guerra que se desenrolava no Iraque com um laptop, uma câmera, um telefone por satélite e uma antena. Entrava ao vivo nos telejornais Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal Nacional.
 
Foi o responsável por acompanhar as viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De 2003 a 2008, cobriu o Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Esteve na Tailândia, Sri Lanka e Indonésia para mostrar a região devastada pelo tsunami, novamente com Sergio Gilz. Os dois acabaram até virando notícia: foram entrevistados ao vivo no Jornal Nacional para falar dos bastidores da reportagem. Ambos também receberam o reconhecimento da emissora, que lhes concedeu um prêmio para a que foi considerada uma das melhores produções de 2004.
 
Também cobriu a eleição de Mahmoud Ahmadinejad, no Irã, os preparativos da primeira viagem espacial do astronauta brasileiro Marcos Pontes e uma série de reportagens sobre as áreas tribais na fronteira com o Afeganistão. Ficou no escritório de Londres da Rede Globo até 2007.
 
De volta ao Rio de Janeiro, produziu matérias para o projeto Carnaval no Céu, para o Bom Dia Brasil, que reuniu quase uma centena de profissionais da emissora e muitos das principais personalidades da festa brasileira. Fez uma série sobre pessoas desaparecidas, participou da cobertura das enchentes de 2010 e da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pelas forças da segurança pública carioca. Trabalhou durante três anos para o noticiário local – mesmo assim, foi destacado para cobrir o terremoto no Chile, em fevereiro de 2010.
 
No início de 2011, voltou para a Europa, assumindo o posto de correspondente em Paris da TV Globo. Retomando a rotina de viagens, participou da cobertura do casamento do príncipe William com Kate Middleton e da radicalização dos protestos dos jovens suburbanos, em Londres. Esteve no Japão após o terremoto e o tsunami. Cobriu a guerra civil na Líbia. Voltou ao Afeganistão, para mostrar como estava o país dez anos depois dos atentados a Nova York.
 
Curiosamente, em meados dos anos 2000, foi confundido com Marco Uchôa, outro repórter da mesma emissora, que veio a falecer no dia 23 de novembro de 2005. Ao vivo, em reportagens, a confusão ficou esclarecida. Durante cobertura da guerra na Líbia, em 2011, sua calvície foi confundida por William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, com um capacete. Depois de elogiar a atitude do colega, Bonner foi advertido por Fátima Bernardes de que não havia nenhum capacete sobre a cabeça de Uchôa, Bonner corrigiu então a informação e deu um constrangido e bem humorado puxão de orelhas ao vivo no correspondente.
 
 
Atualizado em setembro de 2012
Fontes:
 

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