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Marília Gabriela

Marília Gabriela

Reconhecida como uma das grandes entrevistadoras da televisão brasileira – já fez mais de 3 mil delas –, tornou-se referência com o seu formato de programa. Multitalentosa, investe também nas carreiras de atriz e cantora. Foi eleita em 2015 entre os ‘TOP 100’ dos +Admirados Jornalistas Brasileiros’. Retornou pelo Canal Viva com o programa 'TV Mulher', um marco na televisão brasileira.

Marília Gabriela Baston de Toledo, a Gabi, nasceu em Campinas (SP), em 31 de maio de 1948. Seu nome é uma homenagem à parteira que ajudou em seu nascimento, Marília, e à sua avó italiana, Gabriela. Em 1969, formou-se professora na Escola Normal Sagrado Coração de Jesus, em Ribeirão Preto (SP). Naquele ano, já em São Paulo (SP), iniciou a carreira no Jornalismo, como estagiária do Jornal Nacional, da Rede Globo. Ainda no mesmo ano, apresentou o telejornal Ultra Notícias, ao lado de Roberto Corte Real e de José Carlos Moraes, e o Jornal Hoje, de São Paulo.
 
Estreou no Fantástico em 1972, fazendo uma reportagem especial sobre o aniversário da morte de Carmen Miranda. Em 1975, enquanto ainda trabalhava no programa dominical, foi mestre de cerimônia do Festival Abertura, exibido pela TV Globo. A atração foi responsável pela revelação de grandes nomes da música brasileira.
 
Ficou no Fantástico até 1980, quando foi convidada para ser âncora do TV Mulher, também exibido pela Globo. Dividiu a bancada com Ney Gonçalves Dias, além de contar com comentaristas especiais para cada tema, como o estilista Clodovil Hernandez, o cartunista Henfil e a colunista social Hildegard Angel.
 
Nesse período, gravou dois discos cantando, intitulados Arranjos 1 e Arranjos 2. O seu primeiro show, ao vivo, no entanto, só aconteceu em 2004, no Mistura Fina, no Rio de Janeiro. Em 2008, o seu lado de cantora apareceu novamente com o disco Perdida de Amor.
 
Paralelamente ao TV Mulher, apresentou o programa mensal Aplauso, ao lado das atrizes Christiane Torloni, Zezé Motta e Tônia Carrero. Em 1984, mudou-se para a Inglaterra, onde ficou seis meses como correspondente internacional. A saudade dos filhos, na época pequenos, a fez voltar para o Brasil.
 
Em 1985 foi para a TV Bandeirantes apresentar o programa Marília Gabi Gabriela, que ia ao ar nas noites de quarta-feira. Também ancorou o Jornal da Bandeirantes. Em 1987 estreou o programa Cara a Cara, na mesma emissora. O formato da atração, de entrevistas longas, normalmente com um só convidado, a consagrou como uma das mais respeitadas entrevistadoras da televisão brasileira.
 
Nas eleições de 1989, mediou o primeiro debate das eleições diretas para Presidência da República após a ditadura militar, entre Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva, exibido também pela Band.
 
Enquanto ainda trabalhava na TV Bandeirantes, escreveu uma coluna semanal no Jornal da Tarde (SP). Depois da Band, foi para a CNT, contratada pelo que foi considerado na época o maior salário já pago a um jornalista: apresentou um programa de entrevistas, mas permaneceu pouco tempo na emissora.
 
Em 1995 foi contratada pelo GNT, canal fechado da Globosat. Entre 1995 e 1996 apresentou o programa Aquela Mulher, no mesmo formato que a consagrou. Em 1997 o programa mudou de nome, passando a chamar-se Marília Gabriela Entrevista e está sob seu comando até hoje.
 
Paralelamente, ainda em 1997, foi contratada pelo SBT. Na emissora paulista, apresentou o SBT Repórter durante quatro anos, e o De frente com Gabi, que também tinha o formato de entrevistas. Entre 2000 e 2002, esteve na RedeTV, levando o seu já clássico modelo de programa.
 
De volta ao SBT, em 2002, com o De frente com Gabi, o programa passou a ser exibido de segundas às sextas-feiras, em vez de apenas uma vez por semana. Em 2004 deixou esse posto para dedicar-se à carreira de atriz, na TV Globo. Fora minisséries e telenovelas globais, participou de filmes e de peças de teatro.
 
Estreou no teatro em 2000, com a peça Esperando Beckett, dirigida por Gerald Thomas, que ficou em cartaz até o ano seguinte. Desde então, vem estrelando espetáculos regularmente: A Peça Sobre o Bebê, dirigida por Aderbal Freire Filho, em 2003; Senhora MacBeth, de Griselda Gambaro, em 2006, e Aquela Mulher, com direção de Antônio Fagundes, em 2008.
 
Participou também das telenovelas Senhora do Destino (2004) e Duas Caras (2007), além das minisséries JK (2006) e Cinquentinha (2009). Fez, ainda, uma participação especial na série Sob Nova Direção, com Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães. Durante o período em que atou na TV Globo, abriu mão de seu espaço no SBT, voltando a assinar com a emissora em 2010, quando voltou a apresentar o De frente com Gabi, dessa vez aos domingos.
 
No cinema, esteve presente em oito filmes, ora com personagens de destaque, ora com participações especiais. O primeiro deles foi Jenipapo (1996), seguido por Ed Mort (1997), O diabo a quatro e Avassaladoras (2002), Gregório de Mattos – Gema Quem Gemer (2003), Primavera (2005), Bellini e o Demônio (2006) e Sexo com amor (2007).
 
Escreveu dois livros sobre seus programas de entrevista. Cara a cara com Marília Gabriela (Siciliano, 1994) foi o primeiro deles, e o outro Marília Gabriela Entrevista – 10 anos de programa (Globo, 2006). Mais uma incursão pelo mundo literário, resultou em Eu Que Amo Tanto (Rocco, 2008), livro que aborda a realidade de mulheres que amam de maneira doentia, frequentadoras do grupo de apoio Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada), com fotos de Jordi Burch.
 
Comercialmente, emprestou seu nome a um perfume, produzido pela Phitoervas, e a uma linha de óculos da Ótica Ventura. Em julho de 2010, assinou contrato para apresentar o Roda Viva, na TV Cultura, que apresentou até agosto de 2011. No período, apresentou programas em três emissoras diferentes: a Cultura, o SBT e o GNT.
 
Em setembro de 2011 estreou o De Frente com Gabi, Quarta-Feira, no SBT. Em 20 de janeiro de 2015 Marília Gabriela anunciou em entrevista coletiva na sede do SBT em São Paulo, que estava deixando a casa, onde há cinco anos comandou o programa.
 

Em dezembro de 2015 Marília Gabriela deixou também o GNT após 20 anos, como apresentadora. Sobre o momento profissional disse: “Sinto que o tempo está passando, tenho tantos outros anseios, sou inquieta por natureza. Não houve um aborrecimento, nada. É uma decisão de caráter pessoal. Estou cheia de planos, quero fazer um livro”.

Foi eleita em 2015 entre os ‘TOP 100’ dos +Admirados Jornalistas Brasileiros’. A votação é realizada por Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress.   
 
Nos planos da apresentadora, teatro, livros, viagens e estudo, além de um novo projeto para tevê por assinatura.
 

Marília Gabriela está de volta com o TV Mulher, programa que foi sucesso nos anos 80. Agora - em maio de 2016 - veiculado pelo Canal Viva. Retorna 30 anos depois de ter ido ao ar pela última vez na Globo, que o manteve em sua grade entre 1980 e 1986.

Marília Gabriela reassume o programa como apresentadora, tendo ao lado o filho caçula, o ator Theodoro Cochrane, no comando do quadro Elas na TV. Ele também é o responsável pelo figurino do projeto. Serão dez programas exibidos semanalmente, em três horários: terças-feiras, às 22h30; sábados, às 21h; e domingos, às 19 horas. A estreia aconteceu em 31 de maio, dia em que Gabi completou 68 anos de vida.

Sobre a volta do programa que foi um marco na televisão brasileira disse em depoimento ao Viva: “Estou fazendo o TV Mulher como um acerto de contas da mulher que me tornei e o que foi a minha vida”.

 
 
 
Atualizado em junho/2016 - Portal dos Jornalistas
 
Fontes:
 
Jornaslistas&Cia - Edição 1.053
 
Jornalistas&Cia - Edição 1028
 

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