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Millôr Fernandes

Millôr Fernandes

Grande nome do humor brasileiro, considerava-se, fundamentalmente, um jornalista. Foi um dos fundadores de O Pasquim

(Rio de Janeiro/RJ, 16 de agosto de 1923 – Rio de Janeiro/RJ, 27 de março de 2012)
 
Millôr Viola Fernandes nasceu no Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), em 16 de agosto de 1923, ou em 27 de maio de 1923, ou em 27 de maio de 1924, como consta na carteira de identidade. Ninguém na família sabe ao certo. Seu nome também foi motivo de dúvidas: devia ser Milton, mas, na caligrafia do escriturário do cartório, virou Millôr, como o próprio só foi descobrir em 1941. Era irmão de Hélio Fernandes, e mantinha há muitos anos uma relação estável com a também jornalista Cora Rónai.
 
Aos dez anos de idade teve seu primeiro trabalho publicado: um desenho em O Jornal (RJ), que lhe valeu dez mil réis no bolso. Em março de 1938, começou a trabalhar na revista O Cruzeiro, onde fazia de tudo, desde levar material de um lado para o outro até fazer repaginações no semanário. Ainda no mesmo ano, mudou de emprego, indo para a redação vizinha de A Cigarra, depois de vencer um concurso de contos promovido pela revista. Algum tempo depois, assumiu a direção da publicação, onde era responsável pela seção Poste Escrito, assinada sob o pseudônimo de Emmanuel Vão Gogo. Com o mesmo nome, começou a escrever uma coluna no Diário da Noite. Dirigiu também a revista em quadrinhos O Guri e a Detetive, de contos policiais.
 
Voltou para O Cruzeiro, em 1941, onde assinou  ainda como Vão Gogo  a coluna Pif-Paf por mais de 18 anos. Na época, a revista chegou a tirar 750 mil exemplares semanais. Paralelamente, começou a desenvolver trabalhos como escritor, dramaturgo, tradutor e artista plástico. Sua primeira tradução literária é de 1942, A estirpe do dragão (Dragon seed), de Pearl S. Buck, e sua primeira peça teatral, Do Tamanho de Um Defunto, é de 1950.
 
Em 1951, lançou a revista semanal Voga, que teve apenas cinco números. Dividiu, em 1956, a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista americano Saul Steinberg. No ano seguinte, realizou uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Elaborou a cenografia da peça As guerras do alecrim e da manjerona, pela qual foi premiado pelo Serviço Nacional de Teatro em 1958.
 
Apresentou, em 1959, na TV Itacolomi (MG), de Belo Horizonte, uma série de programas intitulada Universidade do Méier, fazendo comentários e os ilustrando conforme falava para as câmeras. O mesmo programa começou, depois, a ser transmitido na TV Tupi (RJ), sob o título de Treze Lições de Um Ignorante, mas foi suspenso por ordem do governo Juscelino Kubitschek.
 
Expôs, em 1961, desenhos na Petit Galerie (RJ). No mesmo ano, trabalhou sete dias na Tribuna da Imprensa (RJ), sendo demitido após a publicação de um artigo sobre a corrupção no meio jornalístico. Em solidariedade, os editores Mário Faustino (1930-1962) e Paulo Francis (1930-1997) pediram demissão do jornal. A partir de 1962, passou a assinar seus trabalhos como Millôr. Envolveu-se, em 1963, numa polêmica com os diretores dos Diários Associados, responsáveis por O Cruzeiro, por conta da publicação da fábula A Verdadeira História do Paraíso, que questionava a condição humana e os personagens bíblicos. A direção tomou partido da Igreja Católica, que considerou o trabalho ofensivo, e despediu o jornalista. Ele se sentiu, então, ?como um navio abandonando os ratos?. Começou a trabalhar no Correio da Manhã (RJ), onde ficaria até o ano seguinte.
 
A Amstutz & Herder Graphic Press lhe dedicou uma página de seu anuário, ainda em 1963. Passou a colaborar com o jornal português Diário Popular em 1964 (e até 1974), enquanto preparava o lançamento da revista Pif-Paf, que não resistiu ao oitavo número, fechado pelo governo originado do golpe militar. No mesmo ano, foi segundo colocado no Salão Canadense de Humor.
 
Retornou à televisão em 1965, apresentando, ao lado de Luís Jatobá (1915-1982) e Sérgio Porto (1923-1968), o Jornal de Vanguarda, na TV Excelsior (RJ). No mesmo ano, foi lançada sua peça, escrita com Flávio Rangel (1934-1988), Liberdade, Liberdade, logo depois proibida pela censura, que interditou também, na íntegra, o texto que escreveu para o show Este Mundo É Meu, com Sérgio Ricardo. Estreia como ator, ao lado de Elizeth Cardozo (1920-1980) e o Zimbo Trio, em 1967, mas não repetiu a experiência.
 
Foi convidado por Mino Carta para escrever e ilustrar uma página na revista Veja (SP), em 1968. Em junho de 1969, tornou-se um dos fundadores do jornal O Pasquim (RJ), ao lado de Jaguar, Tarso de Castro (1941-1991), Sérgio Cabral, Ziraldo, Carlos Prósperi, Claudius e Fortuna (1931-1994). O semanário, porta-voz da indignação social brasileira frente aos desmandos da ditadura militar, atingiria a marca de 200 mil exemplares de tiragem em 1970, num dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro, e já sob censura.
 
Millôr escapou de ser preso, em novembro de 1970, junto com toda a redação, numa tentativa dos militares de retirar o semanário de circulação. Liderou o movimento que manteve O Pasquim nas bancas, arregimentando colaborações de vários intelectuais brasileiros, como Antônio Callado (1917-1997), Rubem Fonseca, Chico Buarque e Gláuber Rocha (1939-1981). O jornal durou até 1991, já sem Millôr, que o deixou em 1975.
 
Em 1976, escreveu a sua peça de maior sucesso, É..., encenada por Fernanda Montenegro no Teatro Maison de France, no Rio. Voltou a expor no MAM/RJ, em 1977. Deixou a revista Veja em 1982, e começou a trabalhar na IstoÉ (SP), no ano seguinte. Em 1985, começou a publicar no Jornal do Brasil (RJ). Passou a usar o computador para escrever e desenhar, em 1986. Deixou a IstoÉ e o Jornal do Brasil em 1992.
 
Em 1996, tornou-se colaborador do Correio Braziliense (DF), que deixou no final daquele ano, de O Dia e de O Estado de S. Paulo, ficando, em ambos, até o ano 2000.
 
Passou a colaborar com a Folha de S.Paulo e lançou o site

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