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Mino Carta

Mino Carta

Diretor de Redação da CartaCapital, tem sua história ligada à criação das revistas Quatro Rodas e Veja e dos diários Jornal da Tarde e Jornal da República. Chefiou importantes redações, tornando-se um ícone do jornalismo brasileiro.

Demetrio Giuliano Gianni Carta, mais conhecido como Mino Carta, nasceu na cidade italiana de Gênova, em 6 de setembro de 1933, filho do jornalista e professor de História da Arte Gianino Carta e da escritora Clara Carta. É doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero (SP), título que lhe foi entregue em maio de 1998.
 
Chegou a São Paulo com os pais em 1946, quando vestia calças curtas e a capital paulista não tinha mais do que 1,5 milhão de habitantes. Em 1951, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas não chegou a concluir o curso. Seu destino seria outro.
 
Aos 15 anos, em 1949, cobriu os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Brasil 1950 para os jornais italianos Il Messaggero, de Roma, e Il Secolo XIX, de Gênova. Foi levado pelo jornalista Paulo Duarte (1899-1984) para colaborar na revista Anhembi (SP), que abria espaço para intelectuais brasileiros e estrangeiros e suas pesquisas acadêmicas. Foi tradutor na agência de notícias Ansa e, depois, já em 1956, passou uma temporada na Itália, atuando como redator dos jornais La Gazeta del Popolo, de Turim, e Il Messaggero.
 
Dirigiu as equipes de criação de publicações que fizeram (e fazem) história na imprensa brasileira, como Quatro Rodas (1960), Jornal da Tarde (1966), Veja (1968), CartaCapital (1994), CartaCapital nas Escolas (2005) e Carta Fundamental (2008). Foi diretor de Redação das revistas Senhor (1982), IstoÉ/Senhor (1988) e IstoÉ (1989). Criou a edição de Esportes do jornal O Estado de S.Paulo (1964). Foi colunista do jornal Folha de S.Paulo em dois períodos: entre 1976 e 1977 e entre 1981 e 1982. Fez parte do time de blogueiros do portal iG – com o Blog do Mino, direto da Olivetti –, de agosto de 2006 a março de 2008, quando o encerrou em solidariedade a Paulo Henrique Amorim, que teve seu contrato com o portal rompido abruptamente. Voltou com o blog em outubro, alocado no site da revista CartaCapital, mas acabou por descontinuá-lo.
 
O único jornal que ajudou a fundar e não prosperou foi o Jornal da República (1979). Na TV Record, foi apresentador de um programa de entrevistas (Jogo de Carta), entre setembro de 1984 e abril de 1987, mas foi obrigado a sair da emissora devido às pressões impostas pelo então ministro das Comunicações do Governo Sarney, Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), após uma entrevista com Leonel Brizola (1922-2004). Na TV Bandeirantes, conduziu o programa Cartão Vermelho, em 1981.
 
É autor dos livros O castelo de âmbar (Record, 2000), A sombra do silêncio (Francis, 2003), Histórias da Mooca, com as bênçãos de San Gennaro (Berlendis & Vertecch, 1982) – com fotos de Hélio Campos Mello –, O restaurante Fasano e a cozinha de Luciano Boseggia, em parceria com Rogério Fasano (DBA, 1996), O Brasil (Record, 2013) e A Vida de Mat (Hedra, 2016).
 
Ganhou dois prêmios Esso de Jornalismo: o primeiro em 1964, na categoria Regional, com Vitor Antônio Gouveia, Paulo Patarra, José Hamilton Ribeiro e José Roberto Pena, pela matéria São Paulo, publicada em Quatro Rodas; o segundo em 1968, pela matéria Casamento de Pelé, publicada na primeira edição do Jornal da Tarde, com Gaudêncio Torquato. Foi escolhido para o Prêmio Personalidade da Comunicação 2003, organizado pela MegaBrasil.
 
Recebeu, em setembro de 2006, em Parma (Itália), o Premio Borgo Val di Toro, instituído para homenagear e prestigiar italianos que fazem sucesso fora do país nos campos da Literatura, Pesquisa Histórica e Jornalismo. No mês seguinte, recebeu o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano, da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (Acie). Entrou para a Galeria dos Mestres do Jornalismo do Prêmio Comunique-se em setembro de 2007. Foi eleito em 2014 entre os TOP 10 dos +Admirados Jornalistas Brasileiros, em pesquisa da J&Cia em parceria com a Maxpress. Reeleito em 2015, confirmou a presença entre os 50 mais admirados do Brasil.  
 
Dedica-se também à pintura, desde 1954, quando o crítico de arte Sérgio Milliet (1898-1966) selecionou dois de seus quadros para uma exposição de paisagens brasileiras no Parque do Ibirapuera (SP). Realizou, entre outras, mostras individuais em Milão (maio de 1957) – onde conheceu o futurista Carlo Carrá (1881–1966) –, no Museu de Arte de São Paulo (1975, 1983 e 1994), em Londres (1993) e na Antuérpia (1995).
 
Deu depoimentos para os filmes Vlado – 30 anos depois (2005), de João Batista de Andrade, e Mídia, poder e sociedade, de Aluízio Oliveira (2005). Em junho de 2014, o Congresso da Abraji exibiu o documentário O mercado de notícias, de Jorge Furtado, no qual a encenação é intercalada com entrevistas de vários jornalistas, entre eles, Mino Carta. O filme aborda Mídia e Democracia, em um debate sobre a credibilidade e demanda de notícias, aspectos abordados na peça inglesa The Staple of News, de Ben Jonson (1572-1637), na qual se baseia a produção brasileira.
 
Construiu ao longo de sua carreira a fama de ser “o senhor da oposição na imprensa brasileira”. Orgulha-se de não ter “o rabo preso” com ninguém.
 
 
Atualizado em dezembro/2015 – Portal dos Jornalistas
 
Fontes:
Jornalistas&Cia – Edição 1028

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