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Roberto Civita

Roberto Civita

Apaixonado pelo Jornalismo, liderou a criação de Veja e Exame. Ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril. Construiu uma das maiores e mais respeitadas editoras de revistas do mundo.

(9 de agosto de 1936, Milão/Itália - 26 de maio de 2013, São Paulo/SP)

 

Roberto Civita – o RC, como assinava os bilhetes que escrevia –, nasceu em Milão (Itália), no dia 9 de agosto de 1936, filho de Victor Civita (1907-1990), o fundador do Grupo Abril, e da italiana Sylvana Alcorso. Deixou a Itália com dois anos e morou em Nova York (EUA) até os 12. Passou a adolescência no Brasil até sair novamente para estudar no exterior.
 
Estudou Física Nuclear na Rice University, no Texas (EUA), mas não completou o curso.  Formou-se em Jornalismo na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), e em Economia na Wharton School, da mesma instituição, com pós-graduação em Sociologia pela Universidade de Columbia, de Nova York. Após um estágio de um ano e meio na revista americana Time, voltou a São Paulo (SP) e ingressou na Editora Abril, em outubro de 1958.
 
Começava aí uma trajetória de 55 anos no Jornalismo. A partir de sua chegada, a editora lançou suas primeiras revistas jornalísticas, a começar pela Quatro Rodas, em 1960. Em seguida vieram Claudia, em 1961, Realidade, em 1966, Exame, em 1967,  e Veja, em 1968.  A revista Superinteressante teve a primeira edição lançada em setembro de 1987.
 
Um dos momentos marcantes de sua trajetória à frente da Abril aconteceu em maio de 1992, quando a revista Veja chegou às bancas trazendo na capa a imagem de Pedro Collor de Mello, irmão do então presidente Fernando Collor de Mello,  e, em suas páginas uma entrevista que trazia denúncias de corrupção no Governo Federal. A entrevista deflagrou uma série de denúncias e investigações que em um período de apenas quatro meses culminaria no impeachment do mandatário.
 
Criou em 1985 a Fundação Victor Civita, dedicada à melhoria da Educação no Brasil, atitude que teve prosseguimento em 2007 com a criação da Abril Educação, empresa que logo se tornou a maior no segmento de educação básica do mercado brasileiro.
 
Durante toda a vida, defendeu valores democráticos, como a liberdade de expressão e de iniciativa. Em 2008, quando completou 50 anos na Abril, a publicação comemorativa trouxe uma resenha de discursos, palestras e depoimentos feitos a partir de 1968. São frases suas:  “O Brasil é um fascinante, exasperante e bendito país!” (sobre o País);  “O mundo das publicações está mudando muito rapidamente – e vai continuar mudando ainda mais rapidamente. E a Abril pretende não apenas acompanhar, mas liderar essas mudanças” (sobre as mudanças do Jornalismo); “Quanto mais independente do governo, maior será a contribuição da imprensa e da livre-iniciativa ao desenvolvimento do país” (como conferir a qualidade da imprensa), “O leitor é o verdadeiro patrão” (uma de suas máximas).
 
Paralelamente, no fim da vida, entre 2010 e 2012, decidiu investir na carreira acadêmica. Idealizou em 2010 o Instituto de Altos Estudos em Jornalismo (Iaej), com o objetivo de fomentar projetos e iniciativas educacionais de estudos em Jornalismo, sempre em parceria com instituições especializadas e reconhecidas. Em seguida participou da parceria da entidade com a Escola Superior de Propaganda e MArketing (ESPM/SP) - da qual fazia parte do Conselho Deliberativo - atuando como professor do curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção Editorial. 
 
Seu nome é homenageado pelo Diretório Acadêmico da Espm do Rio de Janeiro desde 1999. Recebeu, em 1997 o título de doutor Honoris Causa da Faculdade Cásper Líbero. Também foi membro do Board of Governors do Lauder Institute, do Wharton Advisory Board, da Câmara de Mantenedores do Instituto Millenium e do Board of Visitors da Columbia University Graduate School of Journalism.
 
Também fez parte do Conselho Superior do Instituto Verificador de Circulação (IVC).
 
Entre as comendas que recebeu estão a da Ordem do Leão, distinguido pelo governo finlandês em 1997, e a de Grande Oficial da Ordem do Rio Branco, oferecida pelo governo brasileiro em 2002. Recebeu o Prêmio Personalidade da Comunicação 2005, concedido pelos organizadores do Congresso Mega Brasil de Comunicação.
 
Estava internado, desde fevereiro de 2013, no Hospital Sírio Libanês (SP), quando sofreu um aneurisma. Deixou esposa, três filhos e seis netos – além de cerca de 9 mil funcionários do Grupo Abril. O velório foi realizado no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde o corpo de jornalista foi cremado. 
 
Morreu em um mês triste para o jornalismo brasileiro com as mortes do jornalista Alberto Tamer, aos 81 anos, em 19 de maio, e Ruy Mesquita Filho, diretor do Grupo Estado, aos 88 anos, em 21 de maio de 2013. Três ícones do jornalismo.
 
Em maio de 2013 um balanço da Abril sobre o desempenho da editora por ocasião da morte de Civita informou que a empresa publicava “sete das dez revistas mais lidas do país". No total eram 52 revistas, disponíveis em plataformas impressas e digitais, atingindo praticamente todos os segmentos de público num universo de quase 30 milhões de leitores. 
 
Em outubro de 2016, foi lançada uma biografia sobre sua vida; Roberto Civita: O dono da banca (Companhia das Letras), de Carlos Maranhão, escolhido pessoalmente pelo biografado para a tarefa, em 2012.
 
 
Atualizado em setembro de 2016
 
Fontes:

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