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Roniwalter Jatobá

Roniwalter Jatobá

Um dos instauradores da literatura proletária brasileira, trabalhou como redator nas editoras Abril, Rio Gráfica, Azul e Política. Preocupado com a democratização de informações sobre a história do País, ajudou – e ajuda – a disseminá-las através de boletins, perfis, fascículos, revistas e livros. Escreveu, durante seis anos, crônicas semanais para o Diário Popular

Roniwalter Jatobá de Almeida nasceu em 22 de julho de 1949 em Campanário (MG), à beira da Rodovia Rio-Bahia. Aos dez anos foi morar em Campo Formoso (BA), onde concluiu, em 1964, o antigo curso Ginasial (hoje, o Fundamental 2) e trabalhou como motorista de caminhão, perambulando pelo sertão baiano.

Em 1970, após servir o Exército em Salvador (BA), veio para São Paulo (SP). Trabalhou como operário na Karmann-Ghia, em São Bernardo do Campo (SP), enquanto morava ao lado da Nitroquímica – tradicional reduto de militância política, ativismo sindical e cultura operária no pré-1964 –, no bairro de São Miguel Paulista. Entrou para a Editora Abril no final de 1973, para trabalhar na área gráfica. Seu interesse pela Literatura chamou a atenção dos colegas, que conseguiram que a empresa lhe financiasse os estudos.

Formou-se em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam/SP), em 1978. Desde setembro de 1977, porém, já atuava como redator das publicações infanto-juvenis da Abril e, antes disso, colaborava com os tabloides Versus e Movimento. Foi este ambiente que marcou a sua estreia como escritor, com o lançamento do livro de contos Sabor de Química – Crônicas Nordestinas (Oficina de Livros, 1976), que reuniu, entre outros, os textos vencedores do Prêmio Escrita de Literatura, promovido pela revista Escrita (SP), e de um concurso realizado pela revista Ficção (RJ).

No final dos anos 70 viveu sete meses na Europa, num exílio voluntário. De volta ao Brasil, em janeiro de 1980, trabalhou como redator freelancer até ser recontratado pela Abril, em julho daquele ano, como editor de textos da coleção de fascículos Nosso Século. Ficou na função até julho de 1981. Paralelamente, escreveu, entre outros veículos, para a revista do Círculo do Livro e para a Folha de S.Paulo.

Entrou para a Rio Gráfica e Editora (hoje Editora Globo) em fevereiro de 1982, para atuar como coordenador de Redação. Em 1984, foi para a Editora Política, trabalhar como redator da coleção de fascículos Retrato do Brasil. Retornou mais uma vez para a Abril, em janeiro de 1986, como editor assistente da revista Saúde. Em julho de 1986, a revista passou a ser publicada pela Editora Azul e Roniwalter passou a ser seu editor executivo, bem como da revista Boa Forma.

Deixou a Abril em setembro de 1987. Trabalhou um tempo como freelancer, produzindo textos para diversas editoras, incluindo uma edição especial da revista Corpo a Corpo. Acabou por aceitar convite para atuar no Departamento do Patrimônio Histórico da Eletropaulo, então uma empresa de economia mista, em maio de 1988, quando Audálio Dantas era superintendente de Comunicação da entidade. Na Eletropaulo, foi gerente da Divisão de Editoria e Publicações e, depois, do próprio Departamento. Criou a revista Memória e editou vários livros históricos sobre a implantação da indústria de energia elétrica no País.

Permaneceu no setor energético quando da cisão da Eletropaulo, assumindo a gerência do Departamento de Imprensa da então recém-criada Bandeirante de Energia, em janeiro de 1998. Finalmente, trabalhou como assessor de imprensa na CPFL Piratininga, aposentando-se em setembro de 2003. Entre 1997 e 2003, atuou tam­bém como cronista semanal do jornal Diário Popular, hoje Diário de S.Paulo.

Passou a se dedicar quase que exclusivamente à Literatura. Além de Sabor de Química, publicou os livros: Ciríaco Martins e Outras Histórias (Alfa-Ômega, 1977); Crônicas da Vida Operária (Global/Versus, 1978), finalista do Prêmio Casa das Américas, em Cuba; Filhos do Medo – Um romance suburbano (Global, 1979); Viagem à Montanha Azul (Global, 1982); Pássaro Selvagem (Record, 1985); Tiziu (Scritta, 1994); Juazeiro: Guerra no sertão (Ática, 1996); O Pavão Misterioso e Outras Memórias (Geração, 1999), finalista do Prêmio Jabuti; A Crise do Regime Militar (Ática, 2002); Paragens (Boitempo, 2004), também finalista do Jabuti; O Jovem Che Guevara (Nova Alexandria, 2004); O Jovem JK (Nova Alexandria, 2005); Rios Sedentos (Nova Alexandria, 2006); O Jovem Fidel Cas­tro (Nova Alexandria, 2008); Contos Antológicos (Nova Alexandria, 2009); Viagem ao Outro Lado do Mundo (Positivo, 2009); O Jovem Luiz Gonzaga (Nova Alexandria, 2009); Alguém para Amar a Vida Inteira (Positivo, 2012); O Jovem Monteiro Lobato (Nova Alexandria, 2012) e Cheiro de Chocolate e Outras Histórias (Nova Alexandria, 2012).

Em 1988, traduziu o livro de contos A Cavalaria Vermelha, de Isaac Babel (Oficina de Livros, 1888). Organizou o livro Trabalhadores do Brasil: Histórias do povo brasileiro (Geração, 1998). Vários de seus contos foram incluídos em antologias brasileiras e estrangeiras, com traduções para o alemão, inglês, sueco e italiano.

Desde maio de 2011, colabora com o Blog da Boitempo, da Boitempo Editorial, onde mantém uma coluna mensal. Mantém o site Roniwalter Jatobá, alocado no portal Tripod, desde 2001. É vice-presidente do Instituto Memória Brasil, comandado por Assis Ângelo.


Atualizado em julho de 2012 - Portal dos Jornalistas
Fontes:
Informações fornecidas pelo jornalista

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