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Ruy Mesquita Filho

Ruy Mesquita Filho

O jornalista Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S.Paulo, morreu nesta terça-feira 21 de maio de 2013, às 20h40. Aos 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil, da América Latina e da imprensa brasileira.

(16 de abril de 1925, São Paulo/ 21 de maio de 2013)

 

Ruy Mesquita Filho nasceu em 16 de abril de 1925, na cidade de São Paulo, filho do jornalista Julio de Mesquita Filho e de Marina Vieira de Carvalho Mesquita. Cresceu no seio de uma das mais tradicionais famílias de jornalistas do Brasil

Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. Presenciou o início da revolução em Cuba, nos anos 50, e foi homenageado pelos irmãos Castro. Depois, tornou-se crítico contumaz do regime.

Até a véspera da internação, Ruy manteve sua rotina de trabalho. Responsável pela opinião do Estado desde a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996, ele se reunia diariamente com os editorialistas para definir as tradicionais Notas & Informações da página 3.

O histórico da vida de Ruy se confunde e se compõe com a vida do Grupo Estado e suas publicações. A trajetória mostre que:

Em março de 1929, a redação e a administração do jornal foram transferidas para a Rua Boa Vista, nº 32, esquina da ladeira Porto Geral. As oficinas passaram a operar na rua Barão de Duprat, com novas rotativas especialmente construídas. Nas páginas dos jornais e no noticiário o assunto era o crack na bolsa de Nova York e a recessão mundial.

Em 1930 o jornal alcançou a tiragem de 100 mil exemplares e lança o suplemento aos domingos.

De janeiro a outubro de 1948  Ruy estudou na Escola Normal Superior, em Paris/França. Ao voltar ao Brasil em outubro, passou a trabalhar na seção do exterior (hoje editoria internacional).

A nova sede do grupo na Rua Major Quedinho foi inaugurada oficialmente em 18 de agosto de 1953.

Em 5 de agosto de 1954, Ruy Mesquita estava na direção da sucursal Rio de Janeiro, quando o jornal cobria o atentado contra Carlos Lacerda, adversário de Getúlio e amigo da família Mesquita.

Dois anos depois, como desdobramentos da cobertura política e com a publicação de um manifesto de Carlos Lacerda, em 24 de Agosto de 1956 a sucursal do Rio foi invadida pela polícia e os exemplares do jornal, apreendidos.

A rádio Eldorado foi inaugurada em 4 de Janeiro de 1958 e mais na frente, em 1956, foi criado o Jornal da Tarde, publicação que foi marco na história do jornalismo brasileiro e que em 31 de outubro de 2012 seria descontinuado. Na capa do JT um agradecimento a São Paulo e uma despedida.

Em 4 de Janeiro de 1970 a Agência Estado foi criada com o perfil de distribuir notícias do Brasil para o mundo.

Em 13 de Dezembro de 1968 pouco antes do anúncio do AI-5, ato institucional de censura à imprensa brasileira e após o editorial intitulado Instituições em frangalhos, escrito por Júlio de Mesquita Filho, o jornal foi impedido de circular pela ditadura e instalou-se a censura dentro das redações do Estado e do JT, onde permaneceu até 6 de janeiro de 1969.

Após a morte do pai Júlio de Mesquita Filho (12 de Julho de 1969) e do tio Francisco Mesquita (8 de Novembro de 1969) no Grupo Estado assumiu nova direção: Júlio de Mesquita Neto tornou-se diretor-responsável do Estado e José Vieira de Carvalho Mesquita, diretor-administrativo.

Sob nova censura em setembro de 1972, por iniciativa de Ruy Mesquita, o JT passou a publicar receitas culinárias no lugar das matérias censuradas enquanto o Estadão publicava trechos de Os Lusíadas.

No dia 4 de Janeiro de 1975, data em que o jornal completou 100 anos, a censura foi suspensa na redação do Estadão e do JT.

Em 12 de junho de 1976, o Estadão, JT e Agência Estado mudaram-se para a nova sede no bairro do Limão.

Nova mudança na composição da diretoria do Grupo. Aconteceu em julho de 1988 após a morte de José Vieira de Carvalho Mesquita, diretor-superintendente da S/A O Estado de S. Paulo. Os cargos se acomodaram nas famílias: Francisco Mesquita Neto foi o sucessor na superintendência . Luiz Vieira de Carvalho Mesquita passou a presidente do Conselho de Administração, Júlio de Mesquita Neto passou a diretor-responsável do Estado e Ruy Mesquita, do JT.

Em 5 de Junho de 1996 morreu Júlio de Mesquita Neto, o irmão, e Ruy Mesquita tornou-se o diretor-responsável do Estado. No ano seguinte, 1997, em 3 de Março morreu Luiz Vieira de Carvalho Mesquita.

Em maio de 2000 foi lançado o Portal estadao.com.br que integrou os sites da Agência Estado, do Estado e do JT. Em 2003 o portal Estadao superou a marca de 1 milhão de visitas mensais.

Ruy assumiu novo cargo em 2003 e passou a diretor de opinião do Estado. Em 2004 o caderno Economia & Negócios do Estado ganhou o Prêmio Veículos de Comunicação, da revista Propaganda. Em abril do mesmo ano Ruy Mesquita recebeu o Prêmio Personalidade da Comunicação e foi condecorado com Medalha Militar.

Em outubro de 2004 foi lançado o caderno Aliás e a reforma gráfica do Estadão, que em 2006 seria premiada em três categorias do Best of Newspaper Design, da Society for News Design (SND), de Nova York, considerado o Oscar do design gráfico. O prêmio veio para duas edições do caderno Paladar e uma capa do Aliás. No mesmo ano Ruy Mesquita recebeu o Prêmio Luis Martins de Jornalismo, da Academia Paulista de Letras e a Comenda da Ordem do Ipiranga, do Estado de São Paulo.

Instalou-se no Grupo Estado nova censura em 31 de Julho de 2009, e o Estado foi impedido por ação judicial de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica; censura prévia vigora até maio de 2013, sem previsão para suspensão.

Em outubro de 2009 o Estadão foi eleito Jornal do Ano pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

O impresso ganhou novo redesenho do layout e entrou no ar a rádio Estadão/ESPN, em março de 2011, fruto de uma parceria que mais na frente mostraria que a iniciativa não deu certo. Em 2013 desfez-se a parceria, e a rádio Estadão/ESPN passou a chamar-se rádio Estadão.

Pela oitava vez em 11 anos, em dezembro de 2012, o Estadão foi eleito o jornal mais admirado no estudo Índice de Prestígio de Marca feito pelo Grupo Troiano de Branding para o Meio & Mensagem.

"Dr. Ruy", como era conhecido na redação, foi internado no dia 25 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um câncer na base da língua havia sido diagnosticado em abril. Morreu numa terça-feira, 21 de maio de 2013, às 20h40.

Aos 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil, da América Latina e da imprensa brasileira. A morte de Ruy Mesquita marca o fim de uma era no Grupo Estado.

Ruy deixou a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto. O velório foi realizado na casa da família e o enterro no Cemitério da Consolação.

Ruy Mesquita Filho morreu em um mês triste para o jornalismo brasileiro com as mortes do jornalista Alberto Tamer, aos 81anos, em 19 de maio, e Roberto Civita, presidente do conselho de administração do Grupo Abril, aos 76 anos, em 26 de maio de 2013. Três ícones do jornalismo.

 

Atualizado em maio/2013 – Portal dos Jornalistas

Fonte:

http://www.estadao.com.br/especiais/ruy-mesquita-uma-vida-dedicada-a-democracia,202084.htm

 

 

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