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Silvio Santos

Silvio Santos

Construiu o grupo empresarial que comanda uma das maiores redes de televisão do País. Teve também importante passagem pelo rádio brasileiro

Senor Abravanel nasceu em 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro (RJ).

Trabalhando como camelô, aos 14 anos, sua facilidade de comunicação com os clientes foi notada por um diretor da fiscalização de posturas da prefeitura carioca, que o recomendou para um teste de locutor na extinta rádio Guanabara (RJ). Aprovado, ficou apenas um mês no emprego, pois ganhava muito mais e trabalhava muito menos como ambulante.

Após prestar o serviço militar, começou a trabalhar na rádio Mauá (RJ), passando depois pela Tupi (RJ) e pela Continental (RJ), esta de Niterói. Frequentador do serviço de balsas entre as duas cidades, montou um serviço de alto-falantes num bar de uma das embarcações que ligavam o Rio a Niterói, tornando-se o cliente número um da Cervejaria Antarctica no Distrito Federal. Um dia, a embarcação foi para o estaleiro. Sem função, aceitou convite de um diretor da cervejaria para trabalhar em São Paulo.

Na capital paulista, começou a apresentar espetáculos e sorteios em caravanas que ficaram bastante conhecidas na cidade e no Interior do Estado. Ganhou, de Ronald Golias (1929-2005) e Manoel de Nóbrega (1913-1976), o apelido de Peru Que Fala ou Peru Falante, por ficar vermelho com facilidade e falar o tempo todo.

Começou a trabalhar na rádio Nacional (SP), onde, depois, apresentaria o quadro Cadeira de Barbeiro e seria locutor comercial de A Praça da Alegria. Atuou na emissora por mais de duas décadas. Editou uma revista chamada Brincadeiras para Você, com palavras cruzadas, piadas, charadas etc.

Adquiriu, em 1958, a empresa Baú da Felicidade de Manuel da Nóbrega, criada para vender cestas de Natal em prestações, e que, sob sua administração, ficaria conhecida pela venda de carnês e sorteios. Deu início, assim, à criação de um grupo financeiro que viabilizaria seus negócios de comunicação nos anos seguintes. Em 1962, de forma independente, decidiu levar à televisão os shows que apresentava nas caravanas. Estreou com Vamos Brincar de Forca?, na TV Paulista, que fazia sucesso na rádio Nacional e fez grande sucesso na televisão.

Em 1964, passou a comandar o programa Música e Alegria – que viria a se chamar Programa Silvio Santos em 1968 –, transmitido aos domingos, inicialmente das 12 às 14 horas, com quadros variados. Com o sucesso do programa dominical – mesmo após a incorporação da TV Paulista pela Rede Globo, em 1966 –, ampliou seus negócios como empresário e criou o Grupo Silvio Santos, somando-se ao Baú da Felicidade a criação da Móveis Tamakavi e da concessionária de veículos Vimave.

Em 1968, o Programa Silvio Santos era apresentado do meio-dia às 20 horas, com altos índices de audiência. Apresentava, na época, o programa Cidade Contra Cidade, na concorrente TV Tupi, como uma forma de mostrar a todos que era dono dos horários e não era empregado de nenhuma emissora.

Foi afetado pelas reformas no padrão de qualidade da Globo, no início dos anos 1970, quando a rede deixou de exibir programas independentes. Chegou a ficar impedido, por contrato, de ser acionista ou proprietário de outra emissora de televisão, o que aconteceu em 1975, quando obteve a concessão do canal 11 do Rio de Janeiro. Para driblar o impedimento, transferiu-se para a TV Tupi, em 1976, enquanto lutava pela criação da TV Studios (TVS).

Passou a exibir os seus programas simultaneamente na Rede Tupi e na TVS. Trocou a rádio Nacional pela rádio Record (SP). Com a falência da Rede Tupi em 1980, transferiu seu programa para a Rede Record, onde chegou a possuir 50% das ações. Seu desejo de criar uma rede nacional de televisão só se concretizaria em 1981, quando obteve a concessão do canal 4 de São Paulo. Surgiu, assim, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que se expandiu rapidamente através de afiliações, oficializando-se no final da década de 1980.

Postulou uma candidatura a Prefeitura do Município de São Paulo, em 1988, não concretizada. No ano seguinte, tentou ser candidato à Presidência da República, pelo Partido Municipalista Brasileiro, mas foi impugnado. Filiou-se então ao Partido da Frente Liberal (PFL), mas sem demonstrar mais interesse em candidatar-se a cargos públicos.

Vendeu, em 1990, sua participação na Rede Record. Teve sua irmã, Sarita, sequestrada e rapidamente libertada pela polícia no Rio de Janeiro. Apresentou, no final dessa década, uma das atrações de maior sucesso da televisão brasileira, o game Show do Milhão. Foi homenageado, em 2001, com o enredo Hoje É Domingo, É Alegria. Vamos Sorrir e Cantar! pela escola de samba carioca Tradição, desfilando como destaque num carro alegórico. Teve uma filha sequestrada no mesmo ano, ficando ele mesmo refém do sequestrador posteriormente.

Em novembro de 2010, o Grupo Silvio Santos entrou em crise financeira, por conta de um rombo ocorrido em uma de suas empresas componentes, o Banco Pan-Americano. Para recuperar-se, o grupo se desfez do banco e da rede de lojas do Baú da Felicidade e colocou o SBT como garantia de pagamento de empréstimos.

Sobre ele, ou mais apropriadamente sobre seus antepassados, Alberto Dines escreveu O baú de Abravanel – Uma crônica de sete séculos até Silvio Santos (Cia. das Letras, 1990), que acompanha a saga familiar dos Abravanel desde o final do século 13, lançando instigante luz sobre o controvertido descendente brasileiro. Arlindo Silva o biografou em A Fantástica História de Silvio Santos (Brasil, 2000), o mesmo o fazendo Domingos Alzugaray em Silvio Santos (Três, 1999), da Coleção Biografias de Grandes Empresários da revista IstoÉ Dinheiro,  e Tatiana Chiari em Silvio Santos – A história de um vencedor (Contigo!, 2001).


Atualizado em fevereiro de 2012.
Fontes:

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