APOIO

PUBLICIDADE

Odebrecht
$('#fade').cycle();
6160

Home >> Perfil

Tárik de Souza

Tárik de Souza

Jornalista, crítico musical, poeta e curador de projetos musicais. Edita o blog Supersônica, do Immub, pauta e faz pesquisa para o programa Som do Vinil do Canal Brasil e escreve para a CartaCapital.

Tárik de Souza Farhat nasceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 19 de novembro de 1946. É filho do escritor, publicitário e jornalista Emil Farhart (1914–2000).
 
Começou no Jornalismo trabalhando para a revista Veja (SP), em 1968, onde foi repórter, redator e editor de Música. Ao longo da carreira escreveu para outras publicações, como Folha de S.Paulo (SP), O Estado de S.Paulo (SP), IstoÉ (SP), Vogue (SP), Elle (SP), Jornal do Commercio (RJ), ShowBizz (SP), Opinião (SP), Pasquim (RJ), Somtrês (SP), Revista do CD, Coojornal (RS), Movimento (SP), Playboy (SP), Jornal da República (SP), Retrato do Brasil (SP), Billboard Brasil (SP) e Valor Econômico (SP).
 
Foi consultor das três séries de fascículos História da Música Popular Brasileira, da Editora Abril (SP), lançada no primeiro trimestre de 1970 e relançada como Nova História da Música Brasileira em 1976 e 1982. Fundou e editou, em 1974, a revista independente Rock: A História e a Glória/Jornal de Música (RJ). Foi redator e colunista musical do Jornal do Brasil de 1974 a 2011.
 
Criou, em 1975, com o cartunista Henfil (1944–1988), o personagem Ubaldo, o Paranoico, um brasileiro muito angustiado com as marchas e contramarchas da ditadura militar durante o processo de abertura política. Organizou a coletânea de entrevistas O Som do Pasquim (Codecri, 1976), reeditada em 2009 (Desiderata). Iniciou-se na Literatura com a publicação dos livros de poemas E Esse Nó no Peito (Edição do Autor, 1978) e Autópsia em Corpo Vivo (L&PM, 1979). Também é da época o livro Rostos e Gostos da MPB (L&PM, 1979), escrito com Elifas Andreato.
 
Fez uma primeira incursão – e até onde se sabe, única – como compositor popular em uma parceria com o músico Francisco Mário (1948-1988) na música Malabarista da Inflação, gravada pelo cantor e violonista com o conjunto MPB4 no álbum Francisco Mário: Revolta dos Palhaços (Libertas, 1980). Começou também na televisão, apresentando na TVE (RJ) os programas Os Músicos, O Show É A Música e Os Repórteres, entre 1981 e 1989. Lançou o livro Som Nosso de Cada Dia (L&PM, 1983) e fez a edição de Como Se Faz Humor Político (Vozes, 1984, reedição Kuarup, 2014), com entrevistas de Henfil. Mereceu citação no Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Editora Nova Fronteira, 1986, pág. 374).
 
Começou a década de 1990 produzindo e apresentando na rádio JB-AM (RJ) o programa Na Batucada da Vida, em 1991. Organizou a compilação literária O Baú do Raul (Globo, 1991), com textos do músico Raul Seixas (1945–1989), que já teve mais de vinte edições. Lançou, com Márcia Sezimbra e Tessy Calado, uma biografia de Antonio Carlos Jobim (1927–1994), Tons Sobre Tom (Revan, 1995). Dirigiu, de 1995 a 2003, a coleção de livros sobre música Todos os Cantos, da Editora 34, iniciada com o nome de Ouvido Musical, responsável pelo enriquecimento do registro e do conhecimento musical popular do País. Virou verbete da Enciclopédia da Literatura Brasileira (Global, 1997) de Afrânio Coutinho (1911–2000), e seu poema Estamento foi incluído na antologia A Poesia Fluminense do Século XX (Imago, 1998), de Assis Brasil. Foi coautor do livro Brasil Musical (Arts Bureau, 1998), acompanhado por Ary Vasconcellos, Roberto Muggiatti, Roberto M. Moura, Luis Carlos Mansur e João Máximo. Terminou o século como um dos criadores e editor do site Clique Music, especializado em MPB, alocado por anos no portal Uol (SP).
 
Lançou o livro Tem Mais Samba: Das raízes à eletrônica (Editora 34, 2003), participou da antologia Do Samba-Canção à Tropicália, organizada por Paulo Sérgio Duarte e Santuza Cambraia Neves (Faperj/Relume Dumará, 2003) e foi coautor de Brasil, Rito e Ritmo, com Ricardo Cravo Albin, Leonel Kaz, João Máximo e Luis Paulo Horta (Aprazível, 2003). Ministrou, em abril de 2004, palestra sobre o movimento tropicalista na Casa da América, em Madri (Espanha), e publicou o ensaio Bossa Nova: Les accords de la démocratie no catálogo MPB (Musique Populaire Brésilienne) da mostra do Ano do Brasil na França, em 2005. Nesses dois anos – 2004 e 2005 – foi jurado das duas edições do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola.
 
Entre 2005 e 2016, produziu e apresentou na rádio MEC-AM/FM (RJ) o programa semanal Bossamoderna, retransmitido pelas emissoras Cultura (SP) e Inconfidência (MG). Participou dos documentários filmados Coisa Mais Linda: Histórias e casos da Bossa Nova (2005), dirigido por Paulo Thiago, e Três Irmãos de Sangue (2005), que biografa a trajetória dos irmãos Henfil, Betinho (1935–1997)  e Francisco Mário, com direção de Ângela Patrícia Reiniger. Prefaciou a republicação da Coleção Revista da Música Popular (Funarte/Bem-Te-Vi, 2006) dirigida por Lúcio Rangel (1914-1979) e fez a apresentação crítica do Cancioneiro Humberto Teixeira (Jobim Music/GoodJUJU, 2006). Novamente virou verbete, desta vez do Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira, criação e supervisão de Ricardo Cravo Albin (Paracatu Editora, 2006). Participou da equipe de comentaristas do programa Comentário Geral na TVE/TV Brasil (RJ), entre 2006 e 2008.
 
Criou em 2006 e edita o site Jornalmusical do Instituto Memória Musical Brasileira (Immub), onde, desde 2015, também edita o blog Supersônica – nome herdado de sua coluna no JB. Participou do documentário filmado Fabricando Tom Zé (2006), sob direção de Décio Matos Jr. Desde 2007, é responsável pela pauta e pesquisa do programa O Som do Vinil, de Charles Gavin, no Canal Brasil. Participou da série de tevê 7 Vezes Bossa-Nova, dirigida por Belisário França, em 2007, mesmo ano em que foi consultor e entrevistador do DVD Vento Bravo: Edu Lobo (Biscoito Fino), dirigido por Regina Zappa e Beatriz Thielmann (1952–2015). Participou de mais dois documentários filmados em 2008: O Homem que Engarrafava Nuvens, sobre o compositor Humberto Teixeira (1915–1979), dirigido por Lírio Ferreira, e Loki: Arnaldo Baptista, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, sobre o líder dos Mutantes.
 
Com Arthur Dapieve, Carlos Calado e Charles Gavin, lançou o livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira (Paz e Terra, 2008). Idealizou, em maio de 2009, o programa MPBambas, que também roteirizou e apresentou no Canal Brasil até 2014. Ainda em 2009, tornou-se um dos consultores da Enciclopédia Virtual de Música do Itaú Cultural, atuou como entrevistador no DVD Que Nega É Essa, de Veronica Sabino (Canal Brasil/MP,B, 2009), dirigido por Darcy Burger, e participou do projeto A Fala da Flauta – caixa com quatro dvds e um livro –, produzido por Andreas Pavel, dedicado a Altamiro Carrilho (1924–2012), com uma entrevista em um dos DVDs e um ensaio, O mínimo múltiplo (in)comum, no livro.
 
Redigiu os textos e compilou as antologias dos fascículos dedicados a Luiz Gonzaga (1912-1989) e Nelson Cavaquinho (1911-1986), da Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira, de 2010. No mesmo ano, publicou na edição nº 87 da Revista USP o ensaio A Bossa Dançante do Sambalanço. Na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, entre novembro e dezembro de 2011, ministrou o curso João Gilberto: Um canto, um violão, uma revolução. Participou, em 2012, do documentário filmado Raul Seixas: O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho. Para o Instituto Moreira Salles, escreveu o folder e apresentou Roberto Silva (1920-2012) no célebre show de 14 de junho de 2012 em que a cantor revisitou o seu clássico disco Descendo o Morro, de 1958.
 
Redigiu os textos e compilou os fascículos de Tom Jobim (The Composer of Desafinado Plays) e Caymmi Visita Tom e Leva Seus Filhos Nana, Dory e Danilo para a Coleção Folha Tributo a Tom Jobim, da Folha de S.Paulo, em 2013. Fez mais uma participação em documentário filmado em Cássia Eller: O Filme, de Paulo Henrique Fontenelle, de 2015. Publicou os livros MPBambas: Histórias e memórias da canção brasileira (Kuarup, 2016), em dois volumes, que reúnem entrevistas realizadas para o programa de mesmo nome no Canal Brasil, e Sambalanço, a Bossa Que Dança: Um mosaico (Kuarup, 2016), no qual investiga o estilo que surgiu paralelamente à Bossa Nova e disseminou pelos repertórios de Djalma Ferreira, Ed Lincoln, Miltinho, Elza Soares, Orlandivo, Dóris Monteiro, entre outros artistas.
 
É colaborador da revista CartaCapital.
 
 
Atualiado em janeiro de 2017
 
Fontes:

Fiat_Institucional
Newswire
OPN Eventos
MT Viagens
Mais Premiados
Comunique-se
Doe Agora (Abrinq)