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Tostão

Tostão

Colunista da Folha de S.Paulo, atua como cronista e comentarista esportivo desde meados da década de 90, depois de bem-sucedidas carreiras no Futebol e na Medicina

Eduardo Gonçalves da Silva, o Tostão, nasceu no dia 25 de Janeiro de 1947, em Belo Horizonte (MG). Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg), em 1981. Foi professor de Semiologia na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 1993.

Menino, ganhou o apelido por ser o jogador mais miúdo das peladas de futebol do Conjunto Habitacional do IAPI, e mesmo assim conseguir chamar a atenção de todos. Entrou para a equipe de juniores do América Futebol Clube (o América Mineiro) em 1962, mas seu destino seria jogar profissionalmente no Cruzeiro Esporte Clube, onde atuou de 1964 até 1971.

Em 1972 transferiu-se para o Club de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro (RJ). Decidiu finalizar a carreira no ano seguinte, após o agravamento de um deslocamento da retina esquerda (ocorrido em 1969) e a falta de profissionalismo do clube carioca, contra o qual brigava na Justiça por atraso de salários.

Nesse intervalo de tempo, destacou-se como um dos mais completos jogadores da história do futebol mundial. Participou de duas Copas do Mundo, a da Inglaterra 1966 e a do México 1970, da qual saiu com o título invicto e três gols marcados. Paralelamente, chamou a atenção pela solidariedade demonstrada aos perseguidos pela ditadura militar do País e contra a tortura aos presos políticos.

Foi homenageado pelo cinema com o filme Tostão, a Fera de Ouro (1970), dirigido por Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite, com roteiro inicial do escritor e jornalista Roberto Drummond e trilha sonora composta por Milton Nascimento e Fernando Brant.

Estudou Medicina e, formado, jamais abriu consultório particular, preferindo trabalhar nas instalações do Hospital Belo Horizonte. Avesso à celebridade, levava uma vida fora do noticiário quando foi convencido a fazer comentários sobre futebol na TV Bandeirantes, na equipe de Luciano do Valle, logo após a Copa do Mundo dos Estados Unidos 1994, em uma experiência que durou pouco e deixou má impressão no ex-jogador.

Embora não tivesse o hábito de escrever, aceitou começar a escrever crônicas esportivas em uma coluna no Diário da Tarde (MG), em 1995. Logo depois, apurou seu estilo no Estado de Minas (MG). Em 1997, o Jornal do Brasil (RJ) passou a publicar sua coluna pela primeira vez fora de Minas Gerais. Desde 1999, passou a trabalhar para a Folha de S.Paulo (SP). Participou das coberturas das Copas do Mundo da França 1998, Japão/Coreia 2002, Alemanha 2006 e África do Sul 2010 na ESPN Brasil.

Venceu o Prêmio Comunique-se 2010, na categoria Esportes/Mídia Impressa.

É autor dos livros Tostão – Lembranças, opiniões, reflexões sobre o futebol (DBA, 1997), prefaciado por Armando Nogueira, e de A perfeição não existe – Paixão do futebol por um craque da crônica (Três Estrelas, 2012), prefaciado por Juca Kfouri. Sua coluna é reproduzida na versão digital da Folha de S.Paulo, mas ele não tem planos de escrever um blog na Internet e acredita-se um cronista em extinção.

 

 

Atualizado em março de 2012 - Portal dos Jornalistas
Fontes:
Arquivo Jornalistas&Cia


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