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Wilson Figueiredo

Wilson Figueiredo

Um mestre do jornalismo. Por mais 40 anos no Jornal do Brasil foi secretário de redação, repórter, editor, editorialista e cronista. Cobriu o fim do Estado Novo, a Constituinte de 1946, o suicídio de Vargas, os anos JK e as loucuras de Jânio Quadros, chegando a prever, com dias de antecedência, a sua renúncia. Atuou, ainda, nos anos da ditadura, nas Diretas Já e chegou à redemocratização, com a saída de Collor, os tempos de instabilidade política com FHC e Lula. Em Minas trabalhou no O Estado de Minas e na Folha de Minas. No Rio trabalhou também na Última Hora e Tribuna da Imprensa. Escritor lançou em 2016 'De Lula a Lula: a arte de montar governos com palavras cruzadas'.

Wilson Figueiredo, nascido no Espirito Santo em 1924, ele diz que se sente mineiro, “pois Minas é um vício”. Em Minas construiu o início de sua carreira e conviveu no jornalismo e literatura com nomes como Hélio Pellegrino (1924-1988), Otto Lara Resende (1922-1992), Paulo Mendes Campos (1922-1991) e Fernando Sabino (1923-2004). Quando começou em 1944 na redação do Estado de Minas não existia curso de jornalismo. Desistiu de fazer Medicina e foi fazer jornalismo na redação.

Em Minas trabalhou também na Folha de Minas. Entrou em 1949 e lá ficou até 1957. Nesse período aconteceu de lançar o Ziraldo. Ele conta como aconteceu: “Um dia o Ziraldo bateu na Redação, lá em Belo Horizonte. Todo mundo já havia saído, já era tarde. E eu ainda estava lá. Era uma quarta-feira, acho. Ziraldo, do alto de seus 18 ou 19 anos, queria se oferecer para o lugar do desenhista que havia saído”. Wilson viu o trabalho do jovem, achou talentoso, falou com o diretor e o Ziraldo entrou no jornal. Na época fez um texto de apresentação do novato para os leitores do jornal, com uma previsão: “Ziraldo Alves Pinto, guardem bem este nome, que ainda será muito famoso”.

Tornou-se um importante nome do jornalismo político nacional com o apoio de Carlos Castello Branco (1920-1993), que o convidou para trabalhar no jornal O Estado de Minas em 1944. Mais tarde Wilson foi para o Rio para trabalhar no Jornal do Brasil, lá desenvolveu uma sólida carreira e ficou famoso como colunista e editorialista, chefe de redação. Integrou o time responsável pela reforma gráfica do Jornal do Brasil, marco do jornalismo brasileiro. Foi nessa época que o JB lançou o Suplemento Dominical do e o Caderno B.

No Rio passou mais de quatro décadas (1957-2003) à frente do Jornal do Brasil, o que fez de Wilson também um ator da História da imprensa brasileira no século XX. Antes passou alguns meses na Última Hora e na Tribuna da Imprensa.

Da formação em Minas Gerais aos primeiros versos na poesia (elogiados por Mario de Andrade), chegou aos livros.

A trajetória profissional de Wilson Figueiredo virou até livro e com o mesmo título ‘E a vida continua – A trajetória...’. Uma obra biográfica lançada em 2011 pela editora Ouro sobre Azul, na qual o jornalista é a testemunha privilegiada da história e que vai contando sua vida com os acontecimentos que marcaram a história dele e do Brasil. Lançou o livro aos 87 anos traduzindo os fatos que marcaram a História do Brasil desde o fim dos anos de 1930. O lançamento do livro marcou os 30 anos da FSB Comunicações, uma das mais respeitadas agências de comunicação do Brasil, onde Wilson Figueiredo se tornou colaborador diário há sete anos.

Em maio de 2013, quando Wilson completou 88 anos de idade, o jornalista Paulo Chico falou um pouco da rotina dele: “ele vai a pé de sua casa no Leblon, até Ipanema, onde trabalha na FSB Comunicações. Quase todo dia, para mostrar seu vigor, que não sente o peso da idade. Wilson Figueiredo se diverte quando lhe perguntam se é o jornalista mais velho na ativa: “Evito pensar que possa ser o mais antigo jornalista em atividade no País. Há de haver outro desgraçado, e ainda mais velho, por aí. ”

Figueiredo deu ao Paulo Chico uma entrevista publicada em fevereiro de 2013 no Jornal da ABI, na qual analisa o cenário da imprensa e deixa algumas lições para os colegas mais jovens. Como a de que o jornalismo pode e deve exigir acuidade de ideias. E não pode prescindir do amor ao texto.

Outros livros fazem parte da coletânea dele, entre elas, estão: a obra 1964 – O último ato que chegou em 2015 com uma seleção de 11 artigos assinados que descrevem a conjuntura anterior ao golpe de 1964 e também o período imediatamente posterior à intervenção militar. Lançada pela Gryphus Editora, o livro foi organizado pela pesquisadora Vanuza Braga artigos publicados entre 23 de fevereiro e 21 de junho de 1964. Foi lançado também em formato digital.

Em 2016 lançou o livro De Lula a Lula: a arte de montar governos com palavras cruzadas. Este, o segundo título da Coleção Wilson Figueiredo, criada pela editora Gryphus, que lançou “1964 – O último ato”, com artigos pré e pós-golpe militar.

De Lula a Lula reúne artigos escritos pelo autor entre 2003 e 2010, durante os dois governos do então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 25 artigos, 23 foram publicados no Jornal do Brasil e dois deles em Opinião & Notícia. A obra reconhece a importância da eleição de Lula, contando que de retirante nordestino a Presidente da República (em 2003), pela via sindical e a iniciação política, Lula chegou ao Planalto após amargar três derrotas.

Sobre ele falou o jornalista Alberto Dines, companheiro em anos de JB. “Ele foi muito importante, deu uma grande ajuda, me dava conselhos, tinha bom senso. Tem temperamento de secretário de redação, vocação para juntar. É um elaborador de avaliações. Pega fragmentos e dá uma unidade. Você dava cinco fatos e ele os relacionava. Dar a forma é o jogo de xadrez dele”, ressalta o jornalista.

O Wilson não é apenas um jornalista com “mania da objetividade”, disse Nelson Rodrigues. “É poeta e, como tal, está sempre a um milímetro de delírio”, escreveu Nelson no Jornal dos Sports em 1963).

Ao JB online Figueiredo contou a sua história: “capixaba de nascimento, mineiro no coração e carioca na carteira de trabalho, que veio para este Jornal do Brasil em 1957, redação que se tornou sua casa por mais de 40 anos. A gravação é de 2011.

O jornal carioca Jornal do Brasil já se foi das bancas, mas ele continua na ativa. Cobriu o fim do Estado Novo, a Constituinte de 1946, o suicídio de Vargas, os anos JK e as loucuras de Jânio Quadros, chegando a prever, com dias de antecedência, a sua renúncia. Atuou, ainda, nos anos da ditadura, nas Diretas Já e chegou à redemocratização, com a saída de Collor, os tempos de instabilidade política com FHC e Lula. Resumiu Paulo Chico na apresentação da entrevista.

 

 

Atualizado em junho/2016 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

https://doispontosblog.wordpress.com/entrevistas/wilson-figueiredo/

http://www.plurale.com.br/site/estante-detalhes.php?cod=364

http://conversapiaba.blogspot.com.br/2013/05/licoes-de-um-velho-jornalista.html

https://youtu.be/OTOqCNzgTQY

http://www.jb.com.br/fotos-e-videos/video/2011/12/01/jornalista-wilson-figueiredo-conta-sua-historia-ao-jb/

http://www.ccmj.org.br/perfil/wilson-figueiredo/550

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