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Zozimo Tavares

Zozimo Tavares

Jornalista no Piauí, há 30 anos, foi editor dos principais veículos de comunicação do Estado. É editor-chefe do Diário do Povo em Teresina, há 13 anos. Publicou livros sobre o folclore político do Piauí, literatura de cordel e biografias. Foi editor-chefe do jornal O Dia(PI), correspondente do Correio Braziliense, editor do Bom Dia Piauí da Rede Globo e editor da Rádio Difusora de Teresina.

Zozimo Tavares nasceu em Novo Oriente (CE), em quatro de abril de 1962. "Quando eu tinha cinco anos, explica, meus pais se mudaram para Água Branca (PI), que é a minha “cidade da memória”, como dizia José Saramago".

Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí e licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Piauí, é pós-graduado em Comunicação e em Linguística. Faz uma respeitável carreira no jornalismo do Piauí. A trajetória de sucesso começou ainda na adolescência. A primeira experiência na imprensa foi como redator de um jornalzinho publicado pelo grupo de jovens da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Água Branca (PI), cidade onde viveu até a adolescência.

A atuação no pequeno jornal “O Águia” foi marcante para Zozimo e demais participantes. Ele mesmo lembra os fatos: “era um jornalzinho mimeografado, quinzenal, com 6 páginas, grampeado, e tiragem de 200 exemplares. Fundamos o jornal quando eu ainda fazia o Ensino Médio na Escola Técnica Federal do Piauí, hoje IFPI”.

Apesar de modesto, o jornalzinho mexeu com a vida da cidade, entre 1980 e 1982. Embora sua pauta estivesse voltada basicamente para temas culturais, esportivos e religiosos, a publicação também abordava assuntos de interesse da comunidade. E, diante de uma nota crítica à administração municipal, o prefeito de Água Branca, José Ferreira Soares (PDS), baixou um decreto determinando o fechamento do jornalzinho.

Os jovens receberam apoio do Clube do Repórter do Piauí e da imprensa de Teresina e mantiveram o jornal em circulação. A repercussão do episódio foi tamanha que, em agosto de 1980, quando o sindicalista Luiz Inácio da Silva, o Lula, viajava pelo interior do Piauí em campanha pela fundação do PT, fez escala em Água Branca – a 96 quilômetros de Teresina – para conhecer o grupo de jovens e a história do jornalzinho e incentivá-los.

Da redação do jornalzinho mimeografado para a do jornal O Dia – o maior do Piauí – foi um salto. Zozimo começou como revisor e chegou a editor-chefe. Foi revisor das notas distribuídas, via telex, pelas agências de notícias.

“As notícias, recorda-se, chegavam em caixa alta e meu trabalho era marcar para o fotocompositor as maiúsculas de cada texto, além de fazer alguma correção de pontuação. Era o que se chamava, no jargão da redação, de “limpar” o telex. Poucos meses depois, eu estava na reportagem de Geral”.

Em 1985, quando foram restabelecidas as eleições diretas para prefeito de capitais, o Correio Braziliense, de Brasília, ligou para o jornal O Dia e solicitou a indicação de um repórter para fazer um frila (freelancer) durante a campanha. O nome de Zozimo foi indicado e aceito.

Após alguns frilas ele foi efetivado como correspondente, função que manteve por 5 anos, até o jornal desativar a rede de correspondentes nos Estados. Nessa condição, cobriu também para o jornal Correio, em 1989, a primeira eleição presidencial pós 64.

Nos anos 90 Zozimo já acumulava a experiência de repórter de jornal, rádio e televisão. Trabalhou na Rádio Difusora de Teresina, a mais antiga da capital, como repórter, redator e editor, entre 1983 e 1990.

Foi editor chefe do jornal O Dia (1992) e também editor do Bom Dia, Piauí da Rede Globo, entre 1988 e 1993. Deixou a Globo para ocupar o cargo de secretário municipal de Comunicação de Teresina.

Presidiu o Sindicato dos Jornalistas do Piauí. Durante a gestão, ocorreu, em 1992, a primeira e única greve da categoria no Estado, com a adesão em massa das redações de todos os jornais, inclusive dos editores. Ao final do movimento, que durou 13 dias, foi adotado o piso da categoria e restabelecida a data-base, direitos ainda hoje cumpridos pelas empresas.

De volta à redação, em 1999, passou a assinar uma coluna política no jornal O Dia e, em junho de 2000, assumiu o cargo de editor-chefe do Diário do Povo, de Teresina – onde permanece.

Da trajetória na imprensa Zozimo nos revela apenas uma queixa: “Tenho apenas um lamento, após 30 anos de intensa atividade na imprensa piauiense. É o de ter sido alçado ainda muito cedo a cargos de chefia nas redações, com prejuízo irreparável para o repórter que “poderia ter sido e que não fui”, como no poema de Manoel Bandeira”.  

A carreira de escritor começou em 1989, quando passou a publicar livros, inicialmente sobre o folclore político do Piauí. O primeiro foi Falem Mal, Mas Falem de Mim. Depois, saíram Prá Seu Governo (1991), O Pulo do Gato (1994), Meus Senhores, Minhas Senhoras (1997) e O Velho Jequitibá (2002).

Publicou também livros sobre literatura de cordel e biografias: Sociedade dos Poetas Trágicos (2004), Atentai bem! Assim falou Mão Santa (2009) e Petrônio Portella – uma biografia (2012).

Mantém o site identificado com o próprio nome, focado em cultura, onde se navega em jornalismo e literatura. Foi professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), membro da Academia Piauiense de Letras e editor-chefe do jornal Diário do Povo, de Teresina.  Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e à Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

 

 

 

Atualizado em agosto/2013 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://www.zozimotavares.com/

http://www.overmundo.com.br/overblog/historias-da-sociedade-dos-poetas-tragicos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%B3zimo_Tavares_Mendes

http://www.cidadeverde.com/zozimo-tavares-lanca-livro-sobre-trajetoria-de-petronio-portella-134165

http://www.academiapiauiensedeletras.org.br/academicos.asp?id=567&categ=academicos

 

 

 

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