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Memórias da Redação

    20.03.15 - Memórias da redação – Eu e meu sósia, Carlos Alberto Sardenberg

    A história desta semana é de Laurentino Gomes, ex-Estadão e Veja, autor dos premiados livros-reportagem 1808, 1822 e 1889, sobre a história do Brasil.
     

    Eu e meu sósia, Carlos Alberto Sardenberg

    Algum tempo atrás, ao desembarcar de um vôo de Nova York no Aeroporto de Guarulhos, uma senhora simpática, bem vestida e educada aproximou-se de mim e, discretamente, cochichou ao meu ouvido:

    – Gosto muito dos seus comentários na CBN.

    Pego de surpresa depois de uma noite mal dormida, demorei alguns segundos até me dar conta de que a ilustre passageira provavelmente se referia à famosa rede noticiosa de emissoras de rádio, ouvida por milhões e milhões de brasileiros todos os dias. Mas por que “os seus comentários”? Já fui entrevistado diversas vezes pela CBN, mas nunca tive a honra de ser comentarista da rede.

    Tratava-se, na verdade, de um mal-entendido que me tem acompanhado com certa frequência nos últimos anos.

    Meses antes desse voo de Nova York, eu estava tomando café em outro aeroporto brasileiro, o de Curitiba, quando percebi que, do lado oposto do balcão, um jovem me olhava com insistência fora do comum. Depois de dois ou três minutos, ele finalmente tomou coragem, apontou o dedo para mim e disparou em voz alta:

    – Carlos Alberto Sardenberg?

    – Não, Laurentino Gomes –, respondi, para óbvia decepção do meu interlocutor.

    Muitas pessoas me confundem com o jornalista, apresentador e comentarista da CBN Carlos Alberto Sardenberg (à direita na foto). O motivo? Somos sósias, quase idênticos na aparência, como se fôssemos irmãos gêmeos separados ao nascer. Basta comparar nossas fotografias.

    Intrigado com esse fenômeno, fui ao Google em busca de explicações. Segundo um artigo que li na internet, todos nós temos sósias. Um só não, mas sete. A probabilidade estatística de haver um ser humano igual a você que no momento me lê neste post é de uma para um bilhão. O que significa que, em algum lugar deste vasto, belo e tão maltratado planeta, existem mais outras sete pessoas com aparência semelhante à sua.

    Já ouvi falar de pessoas que são sósias de Ana Maria Braga, Elvis Presley, Adolf Hitler, Rubinho Barrichello, Felipão, José Sarney, Tiririca, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff. Dependendo dos sonhos e das convicções de cada um, isso pode ser uma benção ou uma maldição.

    Comigo, felizmente, Deus foi generoso e me fez sósia de um grande jornalista, um dos mais respeitados e admirados da minha geração.

    Dias atrás, reencontrei Carlos Alberto Sardenberg em um restaurante de São Paulo. Como nos conhecemos há muitos anos, levantei-me para cumprimentá-lo. Ele veio em minha direção com o largo e generoso sorriso de sempre e, antes que nos abraçássemos, foi logo avisando:

    – Você não faz ideia de quantos livros já autografei no seu nome: toda vez que vou a uma livraria, alguém acha que eu sou você!

     

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    Por: Laurentino Gomes

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