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Memórias da Redação

    05.12.11 - Memórias da Redação - O amadurecimento de um foca

    A história desta semana é, na realidade, o conteúdo de uma mensagem que Adhemar Altieri, diretor de Comunicação Corporativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar – Unica (adhemar@unica.com.br), enviou a Luiz Roberto de Souza Queiroz, autor do livro Dorina Nowill – Um relato da luta pela inclusão social dos cegos. Pelo teor, julgamos oportuno publicá-la em Memórias, com o que Adhemar concordou.

    Ele, a propósito, celebra neste momento uma dupla vitória no Prêmio Aberje, pelo trabalho de Comunicação à frente da Unica: a categoria nacional de Comunicação Integrada e Empresa do Ano em Comunicação Empresarial, o maior de todos.

    O amadurecimento de um foca

    Quando tinha 17 anos, minha família já vivia no Canadá mas era ano de Copa do Mundo e resolvi passar as férias escolares (julho e agosto) no Brasil. Como já falava inglês, um conhecido que fazia frilas como tradutor e intérprete me procurou, pois havia sido contratado para um job que, ao ver o que era, não se sentiu capaz de fazer. Eu nunca tinha feito aquilo: tradução simultânea, traduzir conversas, palestras etc... Mas fui ver o que era e se dava para substituir o amigo. Era um encontro do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, evento que seria realizado no Clube Monte Líbano, ali perto do Ibirapuera... Fui lá, encarei, ganhei uma graninha legal e foi uma baita experiência para mim, principalmente porque conheci Dona Dorina Nowill, que foi uma espécie de “estrela” do evento. Nunca esqueço daquilo, porque aprendi coisas que se revelaram muito úteis, importantes até hoje.

    São detalhes que já usei para orientar conhecidos com filhos pequenos que tinham dificuldade para aprender, pois naquele evento, vi casos em que a aparente dificuldade de aprendizado na verdade era causada por problemas para enxergar. Sem enxergar direito a criança não captava as coisas, tinha que inclinar o rosto para ver direito, e assim ia perdendo detalhes. Foi muito esclarecedor. Eu, com 17 anos, tive que amadurecer rápido para atender aquele evento.

    Imagine Bebeto, eu garotão – na época tinha mania de andar com aqueles camisões floridos tipo Carlos Imperial, jeans boca-de-sino cheia de rebites cromados, barbudo, com a barba toda encaracolada, cabelo bem comprido, óculos de aro redondo tipo John Lennon... Por cima de tudo isso, paletó e gravata! Era 1974...

    Por: Adhemar Altieri
    Foto: Mario Cesar

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