APOIO

PUBLICIDADE

Veiculação Prêmio CNHI WEBER SHANDWICK Odebrecht
$('#fade').cycle();
6160

Vídeo

+Premiados Jornalistas - Natalia Viana (Agência Pública)

Notícias >>  Geral

21.12.16 - Eliane Brum e Natalia Viana são as +Premiadas Jornalistas de 2016


Rosental Calmon Alves, do Centro Knight da Universidade do Texas, completa o pódio na terceira posição

Pela segunda edição consecutiva o Ranking dos +Premiados Jornalistas do Ano termina com um empate na primeira colocação. Se em 2015 o feito coube aos repórteres fotográficos Domingos Peixoto (O Globo) e Dida Sampaio (Estadão), neste ano duas mulheres terminam na liderança: Eliane Brum (El País) e Natalia Viana (Agência Pública). Ambas somaram 137,5 pontos, referentes a três prêmios. Curiosamente, houve uma semelhança muito grande no perfil das conquistas, com cada uma ganhando um prêmio de votação direta, um nacional em equipe e um internacional.

Além do Mulher Imprensa de Jornalista de Mídias Sociais (30 pontos), Eliane venceu no começo de dezembro como Hours Concours do Direitos Humanos de Jornalismo/MJDH (22,5), com Vítimas de uma guerra amazônica, reportagem sobre os impactos da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, pela trajetória de dois moradores locais.

Já em A mais maldita das heranças do PT, atuando como colunista do El País, texto que faturou o SIP na categoria Opinião (85), Eliane analisou o dia seguinte às grandes manifestações contra Dilma Rousseff, em março de 2015: “Nele busquei analisar as razões pelas quais o PT perde as ruas – e os significados disso para pelo menos duas gerações de esquerda. Porém, mais do que isso, o que movia as parcelas da população que não se situavam em nenhum dos pólos”.

Natália venceu o Comunique-se de Repórter Mídia Escrita (30), e com o Especial 100 levou o Vladimir HerzogInternet (22,5). Sem informações a respeito das desocupações resultantes das obras para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a equipe da Pública, em parceria com a ESPM Rio, entrevistou 100 famílias desalojadas no Rio de Janeiro, e montou a base de dados mais completa do mundo sobre remoções ligadas às Olimpíadas.

Também explorando a região Amazônica, ela produziu São Gabriel e seus demônios. O especial faturou o Prêmio Gabriel Garcia Márquez de Melhor Texto (85), e para sua produção ela foi até o Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, em busca de entender por que o município mais indígena do Brasil é também o que tem o maior índice de suicídios. “É um assunto difícil de conversar, e ainda mais difícil de entender, processar, e transformar em texto. Acho que o resultado, uma longuíssima reportagem, conseguiu reunir elementos que contam uma história profunda: a história das diversas violências enfrentadas por esses povos indígenas em nome da construção do Brasil”.

Na terceira posição, o levantamento trouxe um dos principais acadêmicos brasileiros do jornalismo. Diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, Rosental Calmon Alves alcançou o posto devido à conquista de uma das mais importantes e antigas condecorações do Jornalismo no mundo, o Maria Moors Cabot, que lhe rendeu 100 pontos no Ranking.

“O Cabot é o prêmio de jornalismo internacional mais antigo do mundo e foi criado, em 1938, para premiar pessoas que, pelo jornalismo, contribuíram de forma significativa para o entendimento interamericano”, destaca Rosental. “O júri avaliou não apenas meu trabalho de uma década como correspondente internacional neste hemisfério, mas também o trabalho que venho exercendo na Universidade do Texas, onde criei até hoje dirijo o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. Daqui temos ajudado milhares de jornalistas, principalmente da América Latina, com vários programas, inclusive cursos online e conferências. Além disso, publicamos o blog trilíngue Jornalismo nas Américas, que cobre temas relacionados com a imprensa na América Latina e no Caribe. O Prêmio Maria Moors Cabot foi um dos mais importantes reconhecimentos que recebi na minha carreira. Fiquei muito emocionado e o recebi com humildade e gratidão".

O curioso é que, por nove anos, Rosental integrou o júri do prêmio: “Durante anos, indiquei outros colegas para o prêmio. Acho que escrevi tantas cartas de recomendação que na Universidade de Columbia eles acabaram notando que eu existia. Mas, em vez do prêmio, na época me deram um lugar no Cabot Board, o júri que escolhe os ganhadores do prêmio”, brinca.

Top 10 – Completam os Top 10 dos +Premiados do Ano:

4º lugar Luciana Garbin (Estadão/95 pontos): Quatro prêmios de jornalismo fizeram de 2016 o ano mais vitorioso da carreira da repórter do Estadão. Com o especial Terra Bruta, produzido em equipe, ela conquistou os prêmios Vladimir HerzogJornal (22,5 pontos), Direitos Humanos de JornalismoReportagem (12,5) e o interno Estadão de JornalismoReportagem (5). Além dessas conquistas, a reportagem A redescoberta de Santos Dumont faturou o Grande Prêmio Abear, rendendo a Luciana mais 55 pontos.

Dida Sampaio (Estadão/92,5): Em mais uma edição entre os +Premiados do Ano, Dida também somou os mesmos 40 pontos de Luciana por integrar a equipe de Terra Bruta. Além dos três prêmios do especial, ele venceu o SIP Reportagem em Profundidade em equipe (42,5), com Favela Amazônia, e o Estadão de Fotografia, com Fogo Olímpico (10).

Melquíades Júnior (Diário do Nordeste/90): Faturou quatro prêmios, todos individuais, ao longo de 2016. Com Orgânicos na mesa venceu o BNB de Jornalismo – Regional (15) e o CNH – Agronegócio (25); com a série (Des)Caminhos da Escola faturou o CNIEducação (25); e com Parto dos Anjos levou o Petrobras – Socioambiental Jornal/Revista (25).

Marcia Tofoletto (O Globo/85): Conquistou sua pontuação total com o Iberoamericano Rei da Espanha – Fotografia, pelas imagens que ilustraram o especial Os Miseráveis.

Leonêncio Nossa Junior (Estadão/82,5): Ao lado de Dida Sampaio, vem formando nos últimos anos uma das duplas de maior destaque do jornalismo brasileiro. Não por menos sua pontuação foi apenas 10 pontos menor do que a do colega fotógrafo, vencendo três prêmios com Terra Bruta e um com Favela Amazônia. A única exceção, que gerou a diferença na pontuação final entre os dois, foi o prêmio de fotografia conquistado por Dida.

Hebert Araújo (CBN João Pessoa e TV Cabo Branco/75): Um dos principais e +Premiados jornalistas paraibanos, o repórter da Rede Paraíba de Comunicação acumulou mais um ano vitorioso. Desta vez suas conquistas vieram pelos trabalhos Verdes de verdade, Marcada para lutar e Alicerce do futuro, veiculados pela CBN João Pessoa, e que conquistaram, respectivamente, os prêmios BNB – Rádio Nacional (12,5), Anamatra – Rádio (25) e Abecip – Rádio (25); e por Sonho Concreto, veiculado pela TV Cabo Branco, que venceu o Abecip – TV (12,5).

10ºMateus Bruxel (Zero Hora) e Equipe do Repórter Record Investigação (TV Record) (67,5 pontos): Um empate entre dez profissionais fecha os Top 10 dos +Premiados Jornalistas de 2016. O repórter de imagem de Zero Hora atingiu a pontuação final ao conquistar os prêmios RBS – Vídeo (5) e Zero Hora – Videorreportagem (5), com A bailarina de Alegrete; o Direitos Humanos – Fotografia (25), com Fim Solitário; e o Grande Prêmio Petrobrás (32,5), com Inferno na terra prometida.

Ele dividiu a posição com a equipe da TV Record que participou da reportagem especial As eternas escravas. Exibido pelo Repórter Record Investigação, o especial revelou casos de escravidão de crianças negras e pobres no Estado de Goiás, faturando em 2016 os prêmios Iberoamericano de Jornalismo Rei da Espanha (42,5), o Anamatra de Direitos Humanos (12,5) e o Petrobras de Jornalismo (12,5), todos na categoria Televisão. Fizeram parte da equipe de produção, edição e reportagem Lúcio SturmGustavo CostaMarcelo MagalhãesMichel MendesValmir LeiteCaio LarongaNatália FlorentinoRenato Battaglia e Rafael Gomide, além do apresentador Domingos Meirelles. O programa foi descontinuado pela emissora.

Confira em Mais Premiados a lista completa de todos profissionais premiados neste ano.

 

Por: Fernando Soares Clemente




Fiat_Institucional
Arama
Curso para Jornalistas
Newswire
OPN Eventos
MT Viagens
Mais Premiados
Comunique-se
Doe Agora (Abrinq)