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06.04.17 - Folha de S.Paulo apresenta novo projeto editorial

Contra notícia falsa e intolerância, o bom jornalismo

Como faz de tempos em tempos, a Folha de S.Paulo apresentou em 30/3 seu novo projeto editorial, em que destaca a relevância jornalismo profissional “para manter nítida a distinção entre notícia e falsidade”.

Desde o início dos anos 1980, o jornal divulga textos que considera “versões atualizadas de seu projeto editorial”. Nesses documentos, analisa o ambiente em que atua e renova suas diretrizes jornalísticas. A novidade este ano é uma lista inédita de doze princípios, que – segundo a publicação – sintetizam seus compromissos editoriais, políticos e éticos.

O novo projeto editorial diz reconhecer ainda uma demanda mal atendida por informações proveitosas e inspiradoras, “sem prejuízo da prioridade dada a enfoques críticos e à busca da notícia exclusiva”, sugerindo que as reportagens sejam mais conclusivas e indiquem, sempre que possível, os prós e contras das soluções para os problemas apontados. “O conteúdo noticioso que resultar dessa pauta seletiva e propositiva deve ir além do meramente factual, incorporando uma dimensão interpretativa que, sem distorcer a realidade, estabeleça relações entre os acontecimentos, seus antecedentes e prováveis implicações”, reitera o texto.

Sobre novos formatos publicitários, considera legítimos desde que fique clara sua natureza não jornalística. Outra pauta que aparece no documento é a do uso de vídeos e dados, vistos como campos nos quais há muito a desenvolver. Além disso, aponta que a edição impressa é a versão de referência do último ciclo noticioso, enquanto a plataforma digital se renova no decorrer do dia.

“A Folha precisa seguir adaptando-se às inovações tecnológicas e às necessidades do leitorado, levando seu conteúdo aonde ele estiver”, prossegue. “Assim como a área industrial é decisiva para a entrega do produto impresso, a tecnologia da informação tornou-se crucial para a agilidade e a veiculação da versão online. Na esfera digital, o jornalista não se envolve só na produção de conteúdo; também participa da publicação e da distribuição do material produzido e tem responsabilidade na obtenção de audiência”.

Em relação a seus posicionamentos editoriais, o jornal afirma manter uma perspectiva liberal diante da economia, da política e dos costumes, reiterando a busca pela prática de um jornalismo crítico, apartidário e pluralista, e salientando dimensão analítica, interpretativa e opinativa capaz de “iluminar” os fatos.

O documento não esclarece se a adoção desse projeto implicará mudanças na estrutura da Redação para atingir seus pressupostos, que, à primeira vista, necessitarão da participação ativa de profissionais com experiência – justamente os de maiores salários e, em função disso, os que mais têm sido atingidos pelos cortes de despesas.

O Portal dos Jornalistas apurou que o jornal está preparando uma série de workshops para disseminar os princípios e que, nesta quinta-feira (6/4) o diretor de Redação Otavio Frias Filho e o editor executivo Sérgio Dávila fazem dois seminários para discutir o projeto.

Pagando para ver – A ombudsman da Folha Paula Cesarino Costa dedicou sua coluna do domingo (2/4) ao projeto. De um modo geral, pelo que escreve, considera válido e relevante o novo projeto editorial, e coerente com a própria história do jornal. Mas já no título alerta: Pagando para ver. Uma de suas reflexões está no trecho a seguir: “É difícil discordar dos princípios defendidos. É muito difícil mensurar sua aplicação. Muitos deles são óbvias reafirmações de cláusulas pétreas do jornalismo. Há detalhes que se podem transformar em armadilhas, quando o jornal defende, por exemplo, que deve buscar notícias que despertem curiosidade legítima. O que exatamente isso quer dizer? Que tipo de informação pode vir sob essa justificativa?”

Uma outra é mais incisiva: “A meu ver, o ponto mais sensível do novo projeto editorial está no trecho em que chancela a ‘comercialização de conteúdos patrocinados, financiados por anunciantes ou parceiros, desde que a natureza publicitária do produto seja transparente para o leitor e não há envolvimento da Redação na confecção’. Entendo que, em meio à crise do modelo de financiamento do jornalismo de qualidade, a Folha abrace com transparência tal fonte de receitas. Jornais do mundo todo seguem a mesma linha, com tropeços semelhantes”.

Por: Redação Jornalistas&Cia




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