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Notícias >>  Comunicação, Propaganda e Marketing

27.03.17 - Vale falar de AI e bots quando grandes questões de hoje seguem abertas?

Carolina Fullen e Marcelo Minutti, respectivamente diretora de Inovação e Engajamento e Head de Inovação e Práticas Digitais do MSLGroup Andreoli, participaram na última semana, em Austin (EUA), do SxSW, um dos mais importantes fóruns para o debate de tendências, disrupções e cases dos mercados de comunicação, marketing, publicidade e tecnologia (on e off-line), cobrindo conteúdos abrangentes, desde automação do trabalho, chatbots e AI/VR até questões mais “pé-no-chão” de comunicação: microinfluenciadores, conteúdo linear/não-linear, uso de dados e neurociência na comunicação. Carolina divide um pouco de suas percepções sobre o futuro da Comunicação em artigo especial para J&Cia:

O co-fundador do HubSpot, Dharmesh Shah, disse que os chatbots são o desdobramento tecnológico mais relevante desde o surgimento da internet. A tendência é clara e o futuro virá. E vai ser lindo.

Mas, nas sessões paralelas do SxSW, discussões sobre a comunicação de hoje parecem seguir sem resposta. Ad blockers, monetização, formatos de conteúdo, influência digital, o novo jornalismo... está tudo lá.

É sério que se vai para o SxSW para isso? Sim. E talvez você não saia com todas as respostas, mas valerá a pena.

Os assuntos giram em torno de grandes eixos:

Você não precisa falar com toda a audiência, apenas com a certa

A ideia aqui é compreender que, mais do que público, vale a pena pensar na audiência como uma comunidade: pessoas com quem interagir e que têm o potencial de se tornarem brand lovers e consumidores (de produtos, notícias etc.) e gerar insights para a sua empresa. Para isso, é fundamental entender o que a sua audiência quer e respeitar as especificidades de conteúdo de cada rede, saber quem de fato influencia. 

Junto com Business Intelligence (BI), aqui ganha força o conceito de microinfluenciadores, que em vez de terem milhões de seguidores falam com a comunidade certa de forma mais próxima e assertiva.

Várias marcas exemplificaram ações focadas nesse público. Funciona, mas vale saber que microinfluenciadores são meio "gente como a gente", com mais alcance. Pela experiência do evento, para falar oficialmente sobre uma marca ou experiência proporcionada, vale apostar em um belo treinamento. 

O formato certo ajudará no engajamento do seu conteúdo, mas relevância ainda é chave

Tire da sua cabeça (e daquele ppt ;)) que vídeo é o futuro. Vídeo é agora. Quase todos os influenciadores que estiveram nas sessões apostam forte nesse formato. 

Mas não apenas eles: diversas sessões de veículos tradicionais falaram sobre o uso das novas plataformas para engajar e se aproximar – e conquistar audiências. Aí apostam cada vez mais em lives e minidocumentários, aproveitando as redes para complementar a experiência de informação – usar o que foi apurado e não entrou na matéria ou mostrar algo que não foi explorado e demanda agilidade, como um ao vivo. 

Marcas e pessoas têm personalidades e isso precisa ser usado em seu favor nos canais e interações digitais

A influenciadora Sarah Dietschy tem só 22 anos e lotou a sala para falar sobre como até pessoas devem pensar como marcas quando estão se comunicando na internet, buscando aquilo que as diferencia e torna autênticas. Ela sabe bem: ao explorar sua paixão por criatividade em documentários digitais, foi convidada a integrar o Adobe Creative Residency, que garante apoio por um ano em troca de conteúdo compartilhado com a comunidade.

Óbvio, não? Mas será que os canais dos nossos clientes realmente refletem suas missões? E as redes proprietárias de agências e veículos transferem seus assets de marca para o conteúdo que produzem?

E o futuro?

O jornalista Josh Topolsky, ex-editor de veículos da Bloomberg e da Verge, acha que a questão é que o mercado de comunicação vem buscando soluções temporárias para problemas de longo prazo. Ele foi o palestrante que trouxe a visão mais provocadora sobre o assunto. E também sua resposta para o problema: The Outline, nova mídia, digitalmente nativa, lançada há cerca de três meses.

O projeto subverte o formato tradicional ao trazer uma experiência de Snapchat para a cobertura. Design repensado para leitores acostumados a interagir com as histórias de forma ativa. Além de criar narrativas diferenciadas, a publicidade também passa a ser efetivamente nativa, respeitando a linguagem diferenciada e interativa. Com resultados surpreendentes: uma pesquisa mostrou que, comparados a mídias tradicionais (como The New York Times), eles tiveram 13 vezes mais engajamento, 23% mais intenção de compra e 8% mais propensão a indicar o produto. 

Se é a resposta, ainda não se sabe. Mas talvez parte das respostas de muitas das perguntas dos clientes hoje possam passar por essas reflexões.

Por: Redação Jornalistas&Cia
Foto: freepik.com




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