
Ao ver Donald Trump internado em um hospital militar com a Covid-19, brasileiros mais velhos ou que gostam de história não podem deixar de recordar o caso de Tancredo Neves, presidente eleito internado na véspera da posse, em 1985. E que morreria sem nunca assumir o cargo.
A enfermidade de governantes coloca dilemas universais diante da imprensa e dos que administram sua comunicação com a sociedade. Qual a fronteira entre público e privado? Como ser transparente sem causar pânico na população e afetar os mercados financeiros ou a democracia?
A doença do presidente Trump, líder da nação mais poderosa do planeta, às vésperas de uma disputada reeleição, testou ao extremo o riscos advindos da condução equivocada da informação à sociedade. O que resultou em um oceano de desinformação, alimentou ainda mais as teorias conspiratórias e exigiu ação das plataformas digitais. O Poynter Institute chegou a antecipar sua newsletter semanal de fact-checking, tamanha a avalanche de boatos.
Aldo De Luca fez para o MediaTalks by J&Cia uma análise dos melhores − ou piores − momentos do caso e das lições que ele deixou sobre gestão de crises e transparência.